O primeiro video clipe da carreira solo de uma das vozes mais importantes do Rap Brasileiro. Eli Efi (ex-DMN) gravou esse vídeo em Nova Iorque e contou com a direção da sua esposa e também DJ, Loira Limbal (DJ Laylo).
Esse clipe vem antecedendo o album solo intitulado 1 Pouco + humano. Gostei muito do clipe e estou no aguardo do album.
A idéia é essa, vamos fortalecer o Hip-Hop nacional.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
GOG lança ainda este mês seu primeiro livro – A Rima Denuncia
Ainda em agosto o rapper GOG lança seu primeiro livro A Rima Denuncia.
A primeira incursão de GOG pela literatura foi organizada com a ajuda do
professor de literatura Nelson Maca e do coletivo Blackitude (Bahia).
A obra terá 48 letras de autoria de GOG, que também é conhecido como O Poeta -
e tido como um dos melhores letristas do rap brasileiro.
"No livro, as letras terão breves relatos e explicações sobre quando e como
surgiram as ideias, além de como as músicas foram gravadas e quem participou
de cada um desses momentos.
São 48 letras, de diferentes momentos da minha carreira", adianta GOG, que, desde 1992, já lançou nove álbuns e um DVD.
"Futuramente, também quero lançar um trabalho de caráter mais didático,
que possa mostrar que as rimas do rap também têm critérios técnicos,
que têm fundamento literário."
No momento, além de preparar-se para o lançamento de A Rima Denuncia,
GOG também trabalha nas composições de seu 10º álbum, para o qual tem
solicitado sugestões de temas aos fãs, através da internet.
Pelo seu perfil no Twitter, o Poeta já adiantou os nomes de pelo menos seis
músicas que deverão fazer parte do novo trabalho, previsto para ser
lançado no dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra:
"África tática", "O grande dia", "O circo", "Novos ventos", "Aos 45" e "Dia D.
A primeira incursão de GOG pela literatura foi organizada com a ajuda do
professor de literatura Nelson Maca e do coletivo Blackitude (Bahia).
A obra terá 48 letras de autoria de GOG, que também é conhecido como O Poeta -
e tido como um dos melhores letristas do rap brasileiro.
"No livro, as letras terão breves relatos e explicações sobre quando e como
surgiram as ideias, além de como as músicas foram gravadas e quem participou
de cada um desses momentos.
São 48 letras, de diferentes momentos da minha carreira", adianta GOG, que, desde 1992, já lançou nove álbuns e um DVD.
"Futuramente, também quero lançar um trabalho de caráter mais didático,
que possa mostrar que as rimas do rap também têm critérios técnicos,
que têm fundamento literário."
No momento, além de preparar-se para o lançamento de A Rima Denuncia,
GOG também trabalha nas composições de seu 10º álbum, para o qual tem
solicitado sugestões de temas aos fãs, através da internet.
Pelo seu perfil no Twitter, o Poeta já adiantou os nomes de pelo menos seis
músicas que deverão fazer parte do novo trabalho, previsto para ser
lançado no dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra:
"África tática", "O grande dia", "O circo", "Novos ventos", "Aos 45" e "Dia D.
domingo, 15 de agosto de 2010
O rapper Wyclef Jean é um dos 34 candidatos à presidência do Haiti
Trinta e quatro candidatos, entre eles a estrela do Hip Hop Wyclef Jean,
apresentaram candidatura para a eleição presidencial do Haiti marcada
para 28 de novembro, anunciou neste domingo(8) a gestão das operações eleitorais.
Tal como se esperava, o músico dos Fugees - nascido na periferia de Porto Principe
decidiu mesmo envolver-se na política e já entra na disputa causando tumulto.
O ator americano e ativista na luta pela reconstrução do Haiti Sean Penn e seu ex companheiro de banda
Pras Michel são publicamente contra sua candidatura.
Depois do terremoto do ultimo dia 12 de janeiro, o país ficou completamente devastado
e Wyclef empenhou-se na ajuda à população, contribuindo na construção de abrigos temporários.
"Depois de 12 de janeiro (...), senti [que tinha que fazer] isto por causa da juventude do
Haiti e da população", afirmou. Wyclef acrescentou ainda: "Sinto-me como se tivesse sido
escolhido pela população para lhe dar uma voz diferente."
Sobre as suas intenções para o país, o cantor candidato pelo partido Viv ansanm (Viver Juntos)
adiantou que quer concentrar-se no que considera ser o mais urgente a resolver: "o foco agora deve ser
definitivamente a educação, a criação de empregos, a agricultura, a segurança e a saúde".
O Conselho Eleitoral do Haiti vai decidir em 10 dias sobre a validade dessas nomeações.
apresentaram candidatura para a eleição presidencial do Haiti marcada
para 28 de novembro, anunciou neste domingo(8) a gestão das operações eleitorais.
Tal como se esperava, o músico dos Fugees - nascido na periferia de Porto Principe
decidiu mesmo envolver-se na política e já entra na disputa causando tumulto.
O ator americano e ativista na luta pela reconstrução do Haiti Sean Penn e seu ex companheiro de banda
Pras Michel são publicamente contra sua candidatura.
Depois do terremoto do ultimo dia 12 de janeiro, o país ficou completamente devastado
e Wyclef empenhou-se na ajuda à população, contribuindo na construção de abrigos temporários.
"Depois de 12 de janeiro (...), senti [que tinha que fazer] isto por causa da juventude do
Haiti e da população", afirmou. Wyclef acrescentou ainda: "Sinto-me como se tivesse sido
escolhido pela população para lhe dar uma voz diferente."
Sobre as suas intenções para o país, o cantor candidato pelo partido Viv ansanm (Viver Juntos)
adiantou que quer concentrar-se no que considera ser o mais urgente a resolver: "o foco agora deve ser
definitivamente a educação, a criação de empregos, a agricultura, a segurança e a saúde".
O Conselho Eleitoral do Haiti vai decidir em 10 dias sobre a validade dessas nomeações.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eleições
Esta chegando as eleições. Até qdo vamos ficar nas mãos dos politicos ?? Até quando vamos votar sem realmente conhecer as propostas dos candidatos??
Ano após ano vemos o povo humilde vestindo a camisa e defendendo pessoas que não fazem o minimo por elas. Quando ser o dia que iremos criar nomes nossos pra disputar as principais eleições? Ja passou da hora de acontecer uma revolução na sociedade brasileira. Temos que ser mais participativos na vida politica do nosso Brasil.
Os comediantes adoram fazer charges sobre os assuntos mais variados e politica é um assunto corriqueiros. Politica é um tema corriqueiro. Devemos enchergar a fundo o que eles tentam nos passar e não encarar como uma brincadeira simples e que deve ser esquecida. Deve nos levar a momentos de reflexão cada vez maior e estimular nossa curiosidade.
Eu como petista vejo todas as coisas que estão erradas por aí na politica. Vi o governo Lula com bons olhos e votarei na Dilma com toda certeza, mas a eleição não é só disputada por Dilma e Serra, existem outros candidatos que merecem, no minimo, ter suas propostas estudadas.
Vamos ficar espertos com falsas promessas, conhecer quem vamos confiar nosso voto e cobrar não só quem você votou, mas todos os politicos eleitos.
Ano após ano vemos o povo humilde vestindo a camisa e defendendo pessoas que não fazem o minimo por elas. Quando ser o dia que iremos criar nomes nossos pra disputar as principais eleições? Ja passou da hora de acontecer uma revolução na sociedade brasileira. Temos que ser mais participativos na vida politica do nosso Brasil.
Os comediantes adoram fazer charges sobre os assuntos mais variados e politica é um assunto corriqueiros. Politica é um tema corriqueiro. Devemos enchergar a fundo o que eles tentam nos passar e não encarar como uma brincadeira simples e que deve ser esquecida. Deve nos levar a momentos de reflexão cada vez maior e estimular nossa curiosidade.
Eu como petista vejo todas as coisas que estão erradas por aí na politica. Vi o governo Lula com bons olhos e votarei na Dilma com toda certeza, mas a eleição não é só disputada por Dilma e Serra, existem outros candidatos que merecem, no minimo, ter suas propostas estudadas.
Vamos ficar espertos com falsas promessas, conhecer quem vamos confiar nosso voto e cobrar não só quem você votou, mas todos os politicos eleitos.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Ministro chefe da SEPPIR explica acordo, mas é chamado de Ganga Zumba
Salve Guerreiras e Guerreiros!
No dia 08/07 a Educafro organizou um debate sobre a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial com o Ministro da SEPPIR Elói Ferreira de Araújo.
Luciano que escreve pra esse blog esteve presente nesse debate onde na minha opinião, foi uma forma meticulosa do Ministro Elói e do Frei David Raimundo dos Santos, para convencimento do Movimento Negro que o Estatuto é um Avanço.
Não contente com isso ele fez seus questionamentos e vejam no que deu a sua intervenção:
Brasília - O encontro promovido em S. Paulo na última quinta-feira (08/07) pela Educafro – a maior Rede de Cursinhos pré-vestibulares para negros do país -, sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado, com o ministro chefe da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, teve momentos de tensão e ânimos exaltados.
O ministro chegou a ser chamado de “Ganga Zumba” por lideranças da juventude negra e de entidades que defendem o veto do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estatuto, por ter apoiado o acordo com o senador Demóstenes Torres, do DEM, que garantiu a aprovação do texto, considerado um retrocesso.
Ganga Zumba era o líder do Quilombo dos Palmares antes de um dos sobrinhos - Zumbi - assumir a liderança. Em 1.678, ele aceitou um tratado de paz oferecido pelo Governador Português de Pernambuco, que previa o deslocamento dos habitantes de Palmares para o Vale do Cucaú, uma espécie de rendição branca aos portugueses. O acordo foi desafiado por Zumbi que o sucedeu. Os que mudaram para o Vale foram reescravizados pelos portugueses e Zumbi continuaria a resistência até ser morto em 1.695.
O debate realizado na sede da Educafro, na Rua Riachuelo, centro de S. Paulo, foi proposto pelo diretor executivo da entidade, Frei David Raimundo dos Santos, para que Elói esclarecesse pontos considerados controversos do texto aprovado pelo Senado e que deverá ser sancionado no dia 20 deste mês pelo Presidente Lula, em cerimonia prevista para as 15h no Palácio do Planalto.
Elói preparou-se para a defesa dos 17 pontos que considera positivos no texto e chegou a distribuir por escrito a sua exposição aos presentes, o que não impediu que fosse questionado, inclusive na saída por entidades e lideranças descontentes. “Todos sabemos que não é o ideal, mas é o Estatuto possível e representa avanços”, disse aos presentes. Assessores disseram que a participação do ministro foi positiva.
A gaveta do Demóstenes
Frei David disse que o debate – que teve a presença de cerca de 200 lideranças e ativistas, a maioria alunos da Rede Educafro – foi positivo, porém, preferiu não entrar na polêmica entre os que defendem o veto ao texto aprovado e os que consideram que há avanços a serem ressaltados.
“As exposições do ministro da SEPPIR e dos demais oradores foram fortes e desafiantes e bastante convincentes e abriram reflexões que apontam para melhorarmos nossa militância, usando as ferramentas que o Estatuto acaba de colocar em nossas mãos. Para muitos de nós a ideologia e o partido político ao qual pertencemos são mais importantes do que somar nos passos possíveis, unitários e menos perfeito, para o avanço do povo negro. É melhor o menos perfeito em nossas mãos como ferramenta do que o perfeito na gaveta do Senador Demóstenes Torres e demais representantes do colonialismo anti-negro”, afirma o Frei em artigo para a Afropress, assumindo a posição de que o texto aprovado representa algum avanço.
Basismo
O promotor de Justiça, Eduardo Dias de Souza Ferreira, professor de Direitos Humanos da PUC/SP, considerou que o fundamental é que com a aprovação do Estatuto agora se tem um marco legal. “Não podemos nos perder em divisões estéreis num infindável “basismo” sem reconhecer os avanços. Isso não impede um outro projeto com temas que foram retirados e novos que surgirem”, afirmou.
Segundo Ferreira, o Estatuto é “resultado dos embates políticos e retrato do atual estágio brasileiro de discussão sobre o tema, pois o Congresso Nacional representa um Poder em cujas casas (Câmara e Senado) se exercem a tolerância das várias visões de mundo e natureza humana, e, seu produto principal – a Lei – é a resultante dessa tensão tratada pela habilidade dos parlamentares”.
No dia 08/07 a Educafro organizou um debate sobre a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial com o Ministro da SEPPIR Elói Ferreira de Araújo.
Luciano que escreve pra esse blog esteve presente nesse debate onde na minha opinião, foi uma forma meticulosa do Ministro Elói e do Frei David Raimundo dos Santos, para convencimento do Movimento Negro que o Estatuto é um Avanço.
Não contente com isso ele fez seus questionamentos e vejam no que deu a sua intervenção:
Brasília - O encontro promovido em S. Paulo na última quinta-feira (08/07) pela Educafro – a maior Rede de Cursinhos pré-vestibulares para negros do país -, sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado, com o ministro chefe da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, teve momentos de tensão e ânimos exaltados.
O ministro chegou a ser chamado de “Ganga Zumba” por lideranças da juventude negra e de entidades que defendem o veto do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estatuto, por ter apoiado o acordo com o senador Demóstenes Torres, do DEM, que garantiu a aprovação do texto, considerado um retrocesso.
Ganga Zumba era o líder do Quilombo dos Palmares antes de um dos sobrinhos - Zumbi - assumir a liderança. Em 1.678, ele aceitou um tratado de paz oferecido pelo Governador Português de Pernambuco, que previa o deslocamento dos habitantes de Palmares para o Vale do Cucaú, uma espécie de rendição branca aos portugueses. O acordo foi desafiado por Zumbi que o sucedeu. Os que mudaram para o Vale foram reescravizados pelos portugueses e Zumbi continuaria a resistência até ser morto em 1.695.
O debate realizado na sede da Educafro, na Rua Riachuelo, centro de S. Paulo, foi proposto pelo diretor executivo da entidade, Frei David Raimundo dos Santos, para que Elói esclarecesse pontos considerados controversos do texto aprovado pelo Senado e que deverá ser sancionado no dia 20 deste mês pelo Presidente Lula, em cerimonia prevista para as 15h no Palácio do Planalto.
Elói preparou-se para a defesa dos 17 pontos que considera positivos no texto e chegou a distribuir por escrito a sua exposição aos presentes, o que não impediu que fosse questionado, inclusive na saída por entidades e lideranças descontentes. “Todos sabemos que não é o ideal, mas é o Estatuto possível e representa avanços”, disse aos presentes. Assessores disseram que a participação do ministro foi positiva.
A gaveta do Demóstenes
Frei David disse que o debate – que teve a presença de cerca de 200 lideranças e ativistas, a maioria alunos da Rede Educafro – foi positivo, porém, preferiu não entrar na polêmica entre os que defendem o veto ao texto aprovado e os que consideram que há avanços a serem ressaltados.
“As exposições do ministro da SEPPIR e dos demais oradores foram fortes e desafiantes e bastante convincentes e abriram reflexões que apontam para melhorarmos nossa militância, usando as ferramentas que o Estatuto acaba de colocar em nossas mãos. Para muitos de nós a ideologia e o partido político ao qual pertencemos são mais importantes do que somar nos passos possíveis, unitários e menos perfeito, para o avanço do povo negro. É melhor o menos perfeito em nossas mãos como ferramenta do que o perfeito na gaveta do Senador Demóstenes Torres e demais representantes do colonialismo anti-negro”, afirma o Frei em artigo para a Afropress, assumindo a posição de que o texto aprovado representa algum avanço.
Basismo
O promotor de Justiça, Eduardo Dias de Souza Ferreira, professor de Direitos Humanos da PUC/SP, considerou que o fundamental é que com a aprovação do Estatuto agora se tem um marco legal. “Não podemos nos perder em divisões estéreis num infindável “basismo” sem reconhecer os avanços. Isso não impede um outro projeto com temas que foram retirados e novos que surgirem”, afirmou.
Segundo Ferreira, o Estatuto é “resultado dos embates políticos e retrato do atual estágio brasileiro de discussão sobre o tema, pois o Congresso Nacional representa um Poder em cujas casas (Câmara e Senado) se exercem a tolerância das várias visões de mundo e natureza humana, e, seu produto principal – a Lei – é a resultante dessa tensão tratada pela habilidade dos parlamentares”.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Baile de gala
Momento DJ (ou seria VJ ?)
Resolvi postar esses video-clipes de Rap nacional para divulgar e como forma de incentivo para as novas Bandas.
1º um do Rapper Slim
Na sequência Kamau
Renegado
Rhossi
E.M.I.C.I.D.A.
Pentagono
Xis
Vamos incentivar o Rap Nacional.
Baixem as musicas do EIP no site www.palcomp3.com.br/eip
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Abdias: Se pudessem, colocavam o negro de novo na escravidão
Defensor fervoroso do sistema de cotas raciais em universidades públicas, o ex-senador e deputado federal, Abdias do Nascimento, 96 anos, um dos líderes negros de maior expressão no país, considerou "uma coisa lamentável" as alterações no texto original do projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado nesta quarta-feira (16), no Senado.
Um dos pontos mais criticados foi, justamente, a retirada do trecho que falava sobre a regulamentação da reserva de vagas para a população negra na educação. O estatuto, que tramitou no Congresso durante sete anos, entra em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
-As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.
Confira a entrevista
Terra Magazine - O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das mudanças?
Abdias do Nascimento - Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros. São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.
Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.
É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se repete.
O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o termo "raça" por "etnia", alegando que não existe outra raça além da humana.
Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma vez, o gérmen... A alma do Brasil que manda é essa. É contra os africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam, outra vez, a escravidão.
O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e brancos no país?
É isso aí: uma mentira cívica. Uma "bela" mentira cívica. E ainda existe um hiato entre negros e brancos. Há dois "Brasis": um dos brancos e outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.
O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O senhor concorda?
Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos negros terem uma integração perfeita.
Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?
As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.
Estudo revela que a diferença no desempenho entre os cotistas e os não beneficiados pelo sistema é menor do que a verificada entre mulheres e homens
Uma pesquisa que analisou o sistema de cotas antes e depois de ser implantando, no segundo semestre de 2004 na Universidade de Brasília, mostrou que comparado a outras políticas de acesso do negro ao ensino superior — que levam em consideração a renda familiar ou o histórico escolar — é o mais eficiente para promover a diversificação de raças dentro da universidade. O acesso à universidade representou também um incentivo à identidade racial, fazendo com que os candidatos e alunos assumam a identidade étnica com mais naturalidade. O estudo revelou ainda que, em relação ao desempenho escolar, a diferença nas notas dos cotistas e não cotistas é menor do que a verificada entre mulheres e homens.
Igualdade
O professor do Instituto de Artes e coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UnB Nelson Inocêncio afirma que o resultado preliminar da pesquisa mostra que a política de implantar as cota está correta. “O discurso de uma possível queda de qualidade do desempenho dos alunos caiu por terra”, diz. Para o professor, quem criticou as cotas raciais fizeram uma presunção negativa que não se confirmou. “É preciso investir mais nas políticas de diversidade. Não adianta afirmar, de maneira enganosa, que as oportunidades são as mesmas.”
O Movimento negro vem brigando através de décadas pelo direito a cotas e outros. Se o texto for aprovado do jeito que esta, teremos um retrocesso imenso na luta pelos direitos negros.
As eleições estão proximas, não se engane na hora do voto.
Um dos pontos mais criticados foi, justamente, a retirada do trecho que falava sobre a regulamentação da reserva de vagas para a população negra na educação. O estatuto, que tramitou no Congresso durante sete anos, entra em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
-As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.
Confira a entrevista
Terra Magazine - O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das mudanças?
Abdias do Nascimento - Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros. São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.
Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.
É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se repete.
O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o termo "raça" por "etnia", alegando que não existe outra raça além da humana.
Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma vez, o gérmen... A alma do Brasil que manda é essa. É contra os africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam, outra vez, a escravidão.
O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e brancos no país?
É isso aí: uma mentira cívica. Uma "bela" mentira cívica. E ainda existe um hiato entre negros e brancos. Há dois "Brasis": um dos brancos e outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.
O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O senhor concorda?
Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos negros terem uma integração perfeita.
Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?
As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.
Estudo revela que a diferença no desempenho entre os cotistas e os não beneficiados pelo sistema é menor do que a verificada entre mulheres e homens
Uma pesquisa que analisou o sistema de cotas antes e depois de ser implantando, no segundo semestre de 2004 na Universidade de Brasília, mostrou que comparado a outras políticas de acesso do negro ao ensino superior — que levam em consideração a renda familiar ou o histórico escolar — é o mais eficiente para promover a diversificação de raças dentro da universidade. O acesso à universidade representou também um incentivo à identidade racial, fazendo com que os candidatos e alunos assumam a identidade étnica com mais naturalidade. O estudo revelou ainda que, em relação ao desempenho escolar, a diferença nas notas dos cotistas e não cotistas é menor do que a verificada entre mulheres e homens.
Igualdade
O professor do Instituto de Artes e coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UnB Nelson Inocêncio afirma que o resultado preliminar da pesquisa mostra que a política de implantar as cota está correta. “O discurso de uma possível queda de qualidade do desempenho dos alunos caiu por terra”, diz. Para o professor, quem criticou as cotas raciais fizeram uma presunção negativa que não se confirmou. “É preciso investir mais nas políticas de diversidade. Não adianta afirmar, de maneira enganosa, que as oportunidades são as mesmas.”
O Movimento negro vem brigando através de décadas pelo direito a cotas e outros. Se o texto for aprovado do jeito que esta, teremos um retrocesso imenso na luta pelos direitos negros.
As eleições estão proximas, não se engane na hora do voto.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Mano Brown + Jorge Ben = Copa do Mundo
Aqui o taser da gravação pra vcs ficarem empolgados.
Teaser do clipe e documentário sobre a regravação de "Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)", realizada em março de 2010 no estúdio YB, em São Paulo. Versão por Jorge Ben Jor e Mano Brown. Música produzida por Daniel Ganjaman, Zegon e co-produção Gabriel Ben Menezes. Vocais de apoio por Negresko Sis (Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas). Instrumental por Duani Martins, Gustavo Da Lua e Pupillo. Realização Nike Sportswear.
E Baixe as Musicas do Eip no Site www.palcomp3.com.br/eip
terça-feira, 8 de junho de 2010
Max B.O. entrevistado
Fuçando pela Net, achei essa entrevista com o Max B.O. para a folha Universitaria da Uniban.
É bem interessante e em arquivo PDF vale a pena conferir.Clique aqui pra baixar.
Segue um videozinho só pra ilustrar o talento do rapaz.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
MV Bill - Série de filmes
Achei essa série de filmes da empresa Nextel com o MV Bill. Achei bem interessante porque ele fala coisas interessantes sobre a infancia e como foi o processo de iniciação no Movimento Hip-Hop.
E pra quem não conhece o trabalho do MV Bill, ta aqui o link de um post anterior que fala do seu CD com link pra baixar seu ultimo album. O melhor do Rap nacional esta presentes no seu discurso e na sua musica. E aqui uma entrevista q ele deu no site do Terra falando como foi ir para o Haíti.
E pra quem quiser connhecer as musicas do EIP, acesse: www.palcomp3.com.br/eip
E pra quem não conhece o trabalho do MV Bill, ta aqui o link de um post anterior que fala do seu CD com link pra baixar seu ultimo album. O melhor do Rap nacional esta presentes no seu discurso e na sua musica. E aqui uma entrevista q ele deu no site do Terra falando como foi ir para o Haíti.
E pra quem quiser connhecer as musicas do EIP, acesse: www.palcomp3.com.br/eip
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