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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dia da Favela


Celso Athayde fez um post para o Site Yahoo muito bom falando sobre a invasão da favela nos Trending Topics do Twitter. Vale a pena dar uma conferida.


Por Celso Athayde | Eu e Ela – seg, 7 de nov de 2011
Foi com muita alegria que nesse fim de semana, mais precisamente na sexta e sábado passados,  que vi o #diaDAfavela no Trending Topic Brasil, e isso nada tem a ver com o fato de a CUFA  ter proposto no Rio a lei que transforma formalmente o dia 04 de novembro no dia da Favela. Lei que vem se desdobrando  em municípios como  Salvador, Porto Alegre e Fortaleza (só para citar alguns). Mas,  para mim,  o importante é que o TTBrasil traz a favela para o centro de uma discussão maior, diferente da simplista, como  o  jargão de que  99% dos favelados são do bem ou  que na favela a maioria é trabalhadora. A meu ver a discussão passa longe disso.

Hoje se discute  no mundo inteiro, e claro no Brasil também, o tema “DESENVOLVIMENTO”.  E a favela, onde fica nisso? Este é o ponto central. Não podemos discutir desenvolvimento no país se as favelas e seus habitantes não se desenvolverem também, e sabemos que isso não é automático, os números comprovam.  Existe o risco obvio de o país se desenvolver e a distancia social e o abismo aumentarem ainda mais. Por isso, fiquei feliz ao ver milhões de pessoas  tuitando, alguns até xingando as favelas e os favelados, como possivelmente vai acontecer aqui, não importa. O importante é ela estar na pauta nacional a partir de uma nova lógica, sua festa e a existência de seus moradores.

O melhor dos mundos é o que não existe favelas. Sim, mas elas existem, estão entre nós, ilhando-nos  muitas vezes. Logo, a melhor maneira de enfrentar esse problema, que pode ser considerado o mais grave de todos por conta das suas consequências, é encará-lo de frente.

Precisamos de uma política de habitação, de transporte séria, capaz de resolver essas questões, seja nas metrópoles, no campo, seja nas comunidades ribeirinhas ou quilombolas. Não importa a nomenclatura, falo das pessoas que vivem em espaços físicos em grande desvantagem social.  Precisamos  trabalhar na perspectiva do acesso, escola, posto de saúde, comércio, enfim, a mais variada gama de serviços que se tem que ter, do contrário iremos eternamente conviver com projetos sociais  nas favelas como paliativo, e com  ódios proferidos contra a favela e os favelados, como se eles estivessem lá por opção e não pela falta dela.

Criar o dia da favela não é uma forma de festejar  uma anomalia social. É reconhecer as culturas desses locais e instigar uma reflexão para uma mudança necessária para todos. Conviver com as favelas não é uma opção individual de cada um de nós, é assumir uma realidade  que precisa ser mudada por todos, sobretudo por políticas publicas que não deveriam melhorar  as favelas, mas efetivamente fazer com que elas virem lendas distantes. Claro que o estresse e o preconceito gerados pelos vários lados são históricos  e precisamos reconhecer a legitimidade de todos esses sentimentos.  Sabemos que devemos nos despir dos preconceitos para avançar e criar essa via de mão dupla para construir  novas possibilidades. É  cultural e  lento esse processo, mas é preciso lembrar  que a favela não é a única a produzir violência. Ela é o efeito colateral  da violência social e moral que milhões de pessoas foram  e são submetidas.

Quanto ao #diaDAfavela comemorado no Twitter nos dias 04 e 05 de novembro, muitos  responderam a essa invasão da favela no TTBrasil com ofensas, ingenuamente legítimas. Mas não podemos nos esquecer que se existe o dia  do jornalista, do médico, da mulher, das crianças, do dentista...  e soldado, floresta, natal, árvore, construção civil, vendedor, aves, abelha, lobinho, sogra  e tantas outras formas de prestar homenagens a quem quer que seja, penso que a favela pode se auto homenagear sim, sem precisar inclusive que o Estado legitime sua decisão. Ela deve decidir como deseja e se tem motivos para comemorar, assim como decidir  se é uma data simbólica para fazer suas reflexões para suas sonhadas mudanças. Considerando, principalmente, que as desigualdades são vistas como coisas absolutamente  normais, como algo sem relação com produção no convívio na sociedade, não é. Não sou inocente de achar que viver num país justo é transformar todos os cidadãos em Silvio Santos, que enriquece depois de uma passagem como camelô. Equilíbrio é ser o motorista do Silvio sem ser necessariamente infeliz por conta disso.

Para os que acreditam em Jesus, vale lembrar que ele  nasceu em Belém (ao menos segundo os Evangelhos de Mateus e de Lucas) entre fezes , miséria e ratos. Logo, podemos supor que #jesusnasceuNAfavela, não?

Então fica combinado que, seja você morador ou ofensor de periferias, quebras, comunidade carente, comunidade popular, morros etc... no dia 04 de novembro pode se manifestar contra ou a favor, por que  agora é “oficial” no Brasil. Dia 04 é dia da favela, e quem achar ruim eu faço coro, mas vamos encontrar uma alternativa para ela.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Capoeira

Video sobre capoeira que eu achei pesquizando sobre post futuro. O video é tão bom que merece publicação exclusiva.

sábado, 4 de setembro de 2010

Anderson Silva, 13000

Anderson Silva, 13000 ou Anderson 4p
Um projeto inovador para as periferias



Anderson Silva é morador de Francisco Morato


desde os oito anos e por isso convive com

os problemas da periferia desde criança. Ativista do movimento

Hip Hop, idealizador da OCPP (Organização Consciente

do Povo Preto) e do ENJUNE (Encontro Nacional de

Juventude Negra). Foi eleito vereador pelo PT de Francisco

Morato por dois mandatos e considerado o Parlamentar mais

atuante na Região.


Anderson mostra com trabalho - que a força


política da periferia, capturada pelo jogo político, pode e deve

lhe ser devolvida. Por ser politicamente muito representativa, a

luta é para que a periferia seja resgatada por alianças e lideranças

que surgiam do seu próprio meio.

Entre as principais propostas estão:


• Fortalecimento dos Movimentos Sociais

principalmente os ligados ao povo pobre de SP.

• Criação de Centros de Formação Política e de

Capacitação Profissional nas periferias;

• Emendas estaduais às políticas de promoção da igualdade

• Lei estadual para a semana do Hip-Hop nas Escolas e Faculdades.

• Lei do Futebol de várzea como patrimônio imaterial paulista.

• Lei do 20 de novembro Estadual.

• Fim das homenagens aos Bandeirantes e colonizadores, assassinos de negros e índios em SP.

• Troca do nome do Palácio dos Bandeirantes.




Em um trabalho elaborado para dar mais visibidade


a Campanha Anderson Silva - 1300, os rappers santistas

Blood e Fat aproveitaram a trajetória de Anderson no Hip Hop

e produziram um rap com bastante conteúdo para conscientização

do eleitor, além, é claro, de rimas contagiantes.



Clique aqui para ouvir e baixar

Tamu junto!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

GOG lança ainda este mês seu primeiro livro – A Rima Denuncia

Ainda em agosto o rapper GOG lança seu primeiro livro A Rima Denuncia.


A primeira incursão de GOG pela literatura foi organizada com a ajuda do

professor de literatura Nelson Maca e do coletivo Blackitude (Bahia).



A obra terá 48 letras de autoria de GOG, que também é conhecido como O Poeta -

e tido como um dos melhores letristas do rap brasileiro.



"No livro, as letras terão breves relatos e explicações sobre quando e como

surgiram as ideias, além de como as músicas foram gravadas e quem participou

de cada um desses momentos.



São 48 letras, de diferentes momentos da minha carreira", adianta GOG, que, desde 1992, já lançou nove álbuns e um DVD.



"Futuramente, também quero lançar um trabalho de caráter mais didático,

que possa mostrar que as rimas do rap também têm critérios técnicos,

que têm fundamento literário."





No momento, além de preparar-se para o lançamento de A Rima Denuncia,

GOG também trabalha nas composições de seu 10º álbum, para o qual tem

solicitado sugestões de temas aos fãs, através da internet.



Pelo seu perfil no Twitter, o Poeta já adiantou os nomes de pelo menos seis

músicas que deverão fazer parte do novo trabalho, previsto para ser

lançado no dia 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra:

"África tática", "O grande dia", "O circo", "Novos ventos", "Aos 45" e "Dia D.

domingo, 15 de agosto de 2010

O rapper Wyclef Jean é um dos 34 candidatos à presidência do Haiti

Trinta e quatro candidatos, entre eles a estrela do Hip Hop Wyclef Jean,


apresentaram candidatura para a eleição presidencial do Haiti marcada

para 28 de novembro, anunciou neste domingo(8) a gestão das operações eleitorais.

Tal como se esperava, o músico dos Fugees - nascido na periferia de Porto Principe


decidiu mesmo envolver-se na política e já entra na disputa causando tumulto.
O ator americano e ativista na luta pela reconstrução do Haiti Sean Penn e seu ex companheiro de banda




Pras Michel são publicamente contra sua candidatura.



Depois do terremoto do ultimo dia 12 de janeiro, o país ficou completamente devastado

e Wyclef empenhou-se na ajuda à população, contribuindo na construção de abrigos temporários.



"Depois de 12 de janeiro (...), senti [que tinha que fazer] isto por causa da juventude do

Haiti e da população", afirmou. Wyclef acrescentou ainda: "Sinto-me como se tivesse sido

escolhido pela população para lhe dar uma voz diferente."



Sobre as suas intenções para o país, o cantor candidato pelo partido Viv ansanm (Viver Juntos)

adiantou que quer concentrar-se no que considera ser o mais urgente a resolver: "o foco agora deve ser

definitivamente a educação, a criação de empregos, a agricultura, a segurança e a saúde".




O Conselho Eleitoral do Haiti vai decidir em 10 dias sobre a validade dessas nomeações.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ministro chefe da SEPPIR explica acordo, mas é chamado de Ganga Zumba

Salve Guerreiras e Guerreiros!


No dia 08/07 a Educafro organizou um debate sobre a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial com o Ministro da SEPPIR Elói Ferreira de Araújo.
Luciano que escreve pra esse blog esteve presente nesse debate onde na minha opinião, foi uma forma meticulosa do Ministro Elói e do Frei David Raimundo dos Santos, para convencimento do Movimento Negro que o Estatuto é um Avanço.
Não contente com isso ele fez seus questionamentos e vejam no que deu a sua intervenção:



Brasília - O encontro promovido em S. Paulo na última quinta-feira (08/07) pela Educafro – a maior Rede de Cursinhos pré-vestibulares para negros do país -, sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado, com o ministro chefe da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, teve momentos de tensão e ânimos exaltados.


O ministro chegou a ser chamado de “Ganga Zumba” por lideranças da juventude negra e de entidades que defendem o veto do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estatuto, por ter apoiado o acordo com o senador Demóstenes Torres, do DEM, que garantiu a aprovação do texto, considerado um retrocesso.

Ganga Zumba era o líder do Quilombo dos Palmares antes de um dos sobrinhos - Zumbi - assumir a liderança. Em 1.678, ele aceitou um tratado de paz oferecido pelo Governador Português de Pernambuco, que previa o deslocamento dos habitantes de Palmares para o Vale do Cucaú, uma espécie de rendição branca aos portugueses. O acordo foi desafiado por Zumbi que o sucedeu. Os que mudaram para o Vale foram reescravizados pelos portugueses e Zumbi continuaria a resistência até ser morto em 1.695.

O debate realizado na sede da Educafro, na Rua Riachuelo, centro de S. Paulo, foi proposto pelo diretor executivo da entidade, Frei David Raimundo dos Santos, para que Elói esclarecesse pontos considerados controversos do texto aprovado pelo Senado e que deverá ser sancionado no dia 20 deste mês pelo Presidente Lula, em cerimonia prevista para as 15h no Palácio do Planalto.

Elói preparou-se para a defesa dos 17 pontos que considera positivos no texto e chegou a distribuir por escrito a sua exposição aos presentes, o que não impediu que fosse questionado, inclusive na saída por entidades e lideranças descontentes. “Todos sabemos que não é o ideal, mas é o Estatuto possível e representa avanços”, disse aos presentes. Assessores disseram que a participação do ministro foi positiva.

A gaveta do Demóstenes

Frei David disse que o debate – que teve a presença de cerca de 200 lideranças e ativistas, a maioria alunos da Rede Educafro – foi positivo, porém, preferiu não entrar na polêmica entre os que defendem o veto ao texto aprovado e os que consideram que há avanços a serem ressaltados.

“As exposições do ministro da SEPPIR e dos demais oradores foram fortes e desafiantes e bastante convincentes e abriram reflexões que apontam para melhorarmos nossa militância, usando as ferramentas que o Estatuto acaba de colocar em nossas mãos. Para muitos de nós a ideologia e o partido político ao qual pertencemos são mais importantes do que somar nos passos possíveis, unitários e menos perfeito, para o avanço do povo negro. É melhor o menos perfeito em nossas mãos como ferramenta do que o perfeito na gaveta do Senador Demóstenes Torres e demais representantes do colonialismo anti-negro”, afirma o Frei em artigo para a Afropress, assumindo a posição de que o texto aprovado representa algum avanço.

Basismo

O promotor de Justiça, Eduardo Dias de Souza Ferreira, professor de Direitos Humanos da PUC/SP, considerou que o fundamental é que com a aprovação do Estatuto agora se tem um marco legal. “Não podemos nos perder em divisões estéreis num infindável “basismo” sem reconhecer os avanços. Isso não impede um outro projeto com temas que foram retirados e novos que surgirem”, afirmou.

Segundo Ferreira, o Estatuto é “resultado dos embates políticos e retrato do atual estágio brasileiro de discussão sobre o tema, pois o Congresso Nacional representa um Poder em cujas casas (Câmara e Senado) se exercem a tolerância das várias visões de mundo e natureza humana, e, seu produto principal – a Lei – é a resultante dessa tensão tratada pela habilidade dos parlamentares”.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Abdias: Se pudessem, colocavam o negro de novo na escravidão

Defensor fervoroso do sistema de cotas raciais em universidades públicas, o ex-senador e deputado federal, Abdias do Nascimento, 96 anos, um dos líderes negros de maior expressão no país, considerou "uma coisa lamentável" as alterações no texto original do projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado nesta quarta-feira (16), no Senado.


Um dos pontos mais criticados foi, justamente, a retirada do trecho que falava sobre a regulamentação da reserva de vagas para a população negra na educação. O estatuto, que tramitou no Congresso durante sete anos, entra em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

-As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Confira a entrevista

Terra Magazine - O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das mudanças?

Abdias do Nascimento - Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros. São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.

Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.

É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se repete.

O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o termo "raça" por "etnia", alegando que não existe outra raça além da humana.

Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma vez, o gérmen... A alma do Brasil que manda é essa. É contra os africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam, outra vez, a escravidão.

O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e brancos no país?

É isso aí: uma mentira cívica. Uma "bela" mentira cívica. E ainda existe um hiato entre negros e brancos. Há dois "Brasis": um dos brancos e outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.

O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O senhor concorda?

Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos negros terem uma integração perfeita.

Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?

As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Estudo revela que a diferença no desempenho entre os cotistas e os não beneficiados pelo sistema é menor do que a verificada entre mulheres e homens




Uma pesquisa que analisou o sistema de cotas antes e depois de ser implantando, no segundo semestre de 2004 na Universidade de Brasília, mostrou que comparado a outras políticas de acesso do negro ao ensino superior — que levam em consideração a renda familiar ou o histórico escolar — é o mais eficiente para promover a diversificação de raças dentro da universidade. O acesso à universidade representou também um incentivo à identidade racial, fazendo com que os candidatos e alunos assumam a identidade étnica com mais naturalidade. O estudo revelou ainda que, em relação ao desempenho escolar, a diferença nas notas dos cotistas e não cotistas é menor do que a verificada entre mulheres e homens.



Igualdade

O professor do Instituto de Artes e coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UnB Nelson Inocêncio afirma que o resultado preliminar da pesquisa mostra que a política de implantar as cota está correta. “O discurso de uma possível queda de qualidade do desempenho dos alunos caiu por terra”, diz. Para o professor, quem criticou as cotas raciais fizeram uma presunção negativa que não se confirmou. “É preciso investir mais nas políticas de diversidade. Não adianta afirmar, de maneira enganosa, que as oportunidades são as mesmas.”
 
O Movimento negro vem brigando através de décadas pelo direito a cotas e outros. Se o texto for aprovado do jeito que esta, teremos um retrocesso imenso na luta pelos direitos negros.
 
As eleições estão proximas, não se engane na hora do voto.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fela Kuti o Criador do Afro Beat

Fela Anikulapo Kuti é o equivalente africano de Che Guevara e Bob Marley ao mesmo tempo, gênio da raça, líder pacifista e voz do povo. Papa do afrobeat, trouxe os milenares ritmos africanos para a era elétrica, fundindo-os com a força bruta do jazz, funk e rhythm'n'blues. Com seu front musical, entrava em transes percussivos acompanhados de cavalgadas de baixos elétricos, guitarras em profusão, um coro feminino em primeiro plano e uma enxurrada de instrumentos de sopro, com o sax de Kuti em primeiríssimo plano. Com mais de uma centena de discos com sua participação (álbuns costumeiramente divididos em quatro blocos de quinze minutos, que tornavam-se horas ao vivo), Fela criou uma obra tão vasta quanto densa, de valor inestimável e de fácil aceitação. Mas como a África, Fela Kuti é deixado de lado da história mundial, como um gigante incompreensível, uma floresta fechada onde nenhum homem jamais esteve.

Fela Kuti nasceu em Abeokuta, no estado de Ogun, na Nigéria em uma familía de classe média. Sua mãe, Funmilayo Ransome-Kuti, a primeira mulher nigeriana a dirigir um automóvel, foi uma feminista atuante no movimento anticolonial, e seu pai, Reverendo Israel Oludotun Ransome-Kuti, um pastor protestante e diretor de escola, foi o primeiro presidente da União Nigeriana de Professores. Seus irmãos Dr. Beko Ransome-Kuti e Olikoye Ransome-Kuti, ambos médicos, são conhecidos na Nigéria.


Ele mudou-se para Londres em 1958 com a intenção de estudar Medicina, mas acabou decidindo estudar música no Trinity College of Music. Lá, ele formou a banda Koola Lobitos, tocando um estilo de música que chamaria posteriormente de afrobeat. O estilo era uma mistura do jazz americano com o rock psicodélico e o highlife da África Ocidental. Em 1961, Fela casou-se com sua primeira esposa, Remilekum (Remi) Taylor com quem ele teria três filhos (Femi, Yeni e Sola). Em 1963 Fela voltou para a Nigéria, reformou o Koola Lobitos e trabalhou como produtor de rádio para a Empresa Nigeriana de Transmissão . Em 1969 Fela levou a banda para os Estados Unidos. Lá, Fela descobriu o movimento Black Power através de Sandra Smith (hoje Isidore), uma partidária do Panteras Negras, que influenciaria fortemente sua música e suas visões politícas e renomou a banda para "Nigeria '70". Logo, o Serviço de Naturalização e Imigração foi informado por um empresário que Fela e sua banda estavam nos EUA sem licença de trabalho. A banda então realizou uma rápida sessão de gravação em Los Angeles, que mais tarde viria a ser lançado como "The '69 Los Angeles Sessions".

Fela e sua banda, renomeada para "Africa '70" retornaram para a Nigéria. Ele então formou a República Kalakuta, uma comuna, um estúdio de gravação e uma casa para muitos conectados à banda a qual mais tarde ele declarou independente do Estado da Nigéria. Fela montou uma boate no Empire Hotel, chamado de Afro-Spot e depois Afrika Shrine, onde ele cantava regularmente. Fela também mudou o seu nome do meio para "Anikulapo" (que significa "aquele que carrega a morte no bolso"), declarando que o seu nome do meio original, Ransome, era um nome de escravo. As gravações continuaram e a música se tornou mais motivada politicamente. A música de Fela se tornou bastante popular entre os cidadãos nigerianos e africanos em geral. De fato, ele decidiu cantar em um Pidgin baseado no inglês de forma que sua música pudesse ser apreciada por indivíduos de toda a África, onde as línguas faladas locais são muito diversas e numerosas. À medida que a música de Fela tinha se tornado popular na Nigéria e em todo lugar, ela também era bastante impopular entre o governo no poder e ataques à República Kalakuta eram freqüentes. Em 1974, a polícia chegou com um mandado de busca e um cigarro de cannabis, o qual tinha a intenção de ocultar em posse de Fela. Ele se deu conta disso e engoliu o cigarro. Em resposta, a polícia o levou em custódia e esperou para examinar suas fezes. Fela conseguiu a ajuda de seus companheiros presos e entregou à polícia as fezes de outra pessoa, Fela foi assim liberado. Ele então relatou o incidente em seu lançamento Expensive Shit.
A obra do filho mais controverso da nação nigeriana não é apenas de fácil aceitação como perfila-se muito bem ao lado de senhores do ritmo como James Brown, George Clinton, Miles Davis, Afrika Bambaataa e o supracitado Marley - todos conduzindo seu público a um êxtase coletivo baseado na fusão de ritmo e eletricidade, sempre num redemoinho de instrumentos tocados de forma radical, ao extremo. Teclados, bateria, percussão, trombones, guitarras, backing vocals, bailarinas, trumpetistas, baixista, saxofonistas -- todos seguindo o fluxo ininterrupto de som, uma avalanche sônica que corre com a força da correnteza de um rio. Como seus pares de pulso, Fela aproveitava a deixa do balanço para falar de política, sempre de forma abstrata e direta, como os discursos monossilábicos de Marley e de Brown.



O conceito de afrobeat surgiu quando Kuti fez sua primeira excursão para os EUA. Sua vida se tornou oficialmente dedicada à música quando sua família o mandou estudar Medicina em Londres, mas ele transferiu o curso para Música. Dentro da cena universitária conheceu o jazz e o rhythm'n'blues norte-americano e em 1961 fundou seu primeiro grupo, o Cool Cats. Pouco depois, o grupo se transformava no Koola Lobitos e era formado apenas por nigerianos que faziam intercâmbio na Inglaterra. O grupo volta à Nigéria e é um pequeno sucesso nacional, passando a se tornar o nome mais popular e jovem do gênero highlife, a fusão de ritmos africanos e jazz tradicional. A próxima escala seria nos Estados Unidos, onde Fela tanto sonhara em encontrar seus ídolos musicais.


Mas mais do que música, Fela foi exposto a idéias. Em contato com os movimentos de intelectuais e líderes negros como Eldrigde Cleaver, Malcolm X e os Panteras Negras, ele resolve radicalizar suas posições políticas e se engajar na luta pelo seu povo. Ao mesmo tempo, mira-se na evolução da black music nos EUA, que deixava aos poucos o lado suave e sentimental do soul para abraçar a tensão e força do funk e do jazz rock. Coletivos elétricos expeliam milhares de decibéis elétricos na orelha de seu público e o doutrinava de forma direta e indolor. A adição do baterista Tony Allen na formação do grupo deu ao som a força rítmica e precisa que as bandas de James Brown e Curtis Mayfield tinham e Fela entrou numa catarse espiritual que resultou na atordoante colisão sonora do afrobeat.
Em 1977 Fela e a Afrika 70 lançaram o sucesso Zombie, um ataque mordaz aos soldados nigerianos, usando a metáfora "zumbi" para descrever os métodos das forças armadas nigerianas. O álbum foi um sucesso esmagador entre o público e enfureceu o governo, dando início a um cruel ataque à República Kalakuta, durante o qual mil soldados atacaram a comuna. Fela foi severamente espancado, e sua mãe idosa foi arremessada de uma janela, causando ferimentos fatais. A República Kalakuta foi incendiada e o estúdio, instrumentos e gravações originais de Fela foram destruídos. Fela afirmou que teria sido morto se não fosse pela intervenção de um oficial comandante quando estava sendo espancado. A resposta de Fela ao ataque foi enviar o caixão de sua mãe para o quartel principal em Lagos e escrever duas canções, "Coffin for Head of State" e "Unknown Soldier", referindo-se ao inquérito oficial que afirmou que a comuna foi destruída por um soldado desconhecido.

Fela e sua banda foram então morar no Crossroads Hotel, visto que a Shrine tinha sido destruída junto com sua comuna. Em 1978 Fela casou-se com vinte e sete mulheres, muitas das quais eram suas dançarinas e vocalistas, para marcar o aniversário do ataque na República Kalakuta. O ano foi marcado também por dois notórios espetáculos, o primeiro em Acra no qual ocorreram tumultos durante a música "Zombie" que levaram Fela a ser proibido de entrar em Gana. O segundo foi no Berlin Jazz Festival após o qual a maioria dos músicos de Fela o abandonou, devido a rumores de que Fela estava planejando utilizar a totalidade dos lucros para financiar sua campanha presidencial.

Apesar dos maciços retrocessos, Fela estava determinado a voltar. Ele formou seu próprio partido político, que chamou de Movimento do Povo . Em 1979 ele se candidatou a presidente nas primeiras eleições da Nigéria após mais de uma década mas sua candidatura foi recusada. À essa época, Fela criou uma nova banda chamada "Egypt 80" e continuou a gravar álbuns e viajar pelo país. Ele ainda enfureceu as autoridades políticas colocando os nomes do vice-presidente da ITT Moshood Abiola e do então General Olusegun Obasanjo ao final de um discurso político de 25 minutos sucesso de vendas intitulado "International Thief Thief".
Em 1984 ele foi novamente atacado pelo governo militar, que o prendeu sob uma dúbia acusação de lavagem de dinheiro. Seu caso foi acompanhado por vários grupos de direitos humanos e, após vinte meses, ele foi libertado pelo General Ibrahim Babangida. Ao ser liberto ele divorciou-se de suas doze esposas restantes, dizendo "Casamento traz ciúmes e egoísmo". Mais uma vez, Fela continuou a lançar álbuns com a Egypt 80, fez algumas turnês de sucesso no Estados Unidos e na Europa e também continuou politicamente ativo. Em 1986 Fela se apresentou no Giants Stadium em Nova Jérsei como parte do show "Conspiração da Esperança" da Anistia Internacional, junto com Bono, Carlos Santana e The Neville Brothers. Em 1989 Fela & Egypt 80 lançou o álbum antiapartheid "Beasts of No Nation" que exibe em sua capa o Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o primeiro-ministro da África do Sul P.W. Botha com caninos pingando sangue.

Sua produção de álbuns reduziu na década de 90 e ele enfim parou de lançar mais álbuns. A luta contra a corrupção militar na Nigéria esstava causando estragos, principalmente durante a ascensão do ditador Sani Abacha. Também estavam se espalhando rumores de que ele estava sofrendo de uma doença da qual se recusava a tratar. Em 3 de Agosto de 1997 Olikoye Ransome-Kuti, um já proeminente ativista contra a AIDS e anterior Ministro da Saúde, surpreendeu a nação anunciando a morte de seu irmão mais novo um dia antes de Sarcoma de Kaposi causado por AIDS. (O irmão mais novo deles, Beki, estava preso no momento pelas mãos de Abacha por atividade política). Mais de um milhão de pessoas compareceram ao funeral de Fela no local do antigo recinto da Shrine. Uma nova Africa Shrine foi aberta depois da morte de Fela em uma diferente seção de Lagos sob a supervisão do seu filho Femi Kuti.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

EUA criam liga só para jogadores brancos

Atletas precisam ser americanos e filhos de pais da raça caucasiana.

Uma nova liga americana de basquete promete gerar muita polêmica. A competição, que está programada para começar em junho, será disputada exclusivamente por jogadores americanos brancos. As informações são do jornal americano "The Augusta Chronicle".
Em um comunicado encaminhado à imprensa, os organizadores da nova liga deixaram claro que só os “jogadores nascidos nos Estados Unidos e com os pais da raça caucasiana são elegíveis para participar”.
Uma das 12 cidades americanas apontadas para formar seu time para participar da liga já se manifestou contra a iniciativa. O prefeito de Augusta afirmou que não vai apoiar este tipo de competição.
- Como um entusiasta dos esportes, sempre apoiei atividades desportivas para Augusta. No entanto, neste caso, eu não podia apoiar em sã consciência algo que não se encaixava com o espírito de inclusão que eu e muitos outros temos trabalhado arduamente para promover em nossa cidade – disse Deke Copenhaver.
O presidente da liga, Don Lewis, garantiu que não trata-se de racismo.
- Não há nada de ódio no que estamos fazendo. Eu não odeio ninguém de cor. Mas as pessoas brancas,  os cidadãos norte-americanos estão em minoria agora. Você gostaria de ir a uma partida e se preocupar com um jogador te ameaçando ou atacando nos vestiários? Essa é a cultura de hoje, e, em um país livre, devemos ter o direito de nos mover para uma direção melhor – defendeu-se Lewis, citando o caso de Gilbert Arenas, do Washington Wizards, suspenso por tempo indeterminado da NBA por ter levado armas de fogo a um ginásio no início de janeiro.

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Fonte: GLOBOESPORTE.COM

Enquanto o movimento negro e a comunidade esportiva aceitar coisas como essas, o racismo sempre estará vivo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Marcha do dia 20 de Novembro


NA SEXTA-FEIRA OCORRE EM SÃO PAULO A VI MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

É NECESSÁRIO QUE TODOS ESTEJAM LÁ.

CONCENTRAÇÃO NA IGREJA DO ROSÁRIO, NO PAISSANDU.

DEPOIS AINDA ROLA UM SHOW NA PRAÇA DA SÉ.

DIA 20 É DIA DE MOBILIZAÇÃO.

PROGRAMAÇÃO PREVISTA



Ø CONCENTRAÇÃO

§ A PARTIR DAS 10:00 HORAS.



Ø ATIVIDADE CULTURAL:

§ DAS 10:00 AS 11:30 HORAS.



Ø ATO INTERELIGIOSO:

§ DAS 11:30 AS 12:00 HORAS.



Ø ATO POLITICO:

§ DAS 12:00 AS 13:00 HORAS



Ø CAMINHADA:

§ DAS 13:00 AS 14:30 HORAS

§ PERCURSO: Av. São João / Av. Ipiranga / Av. São Luiz / R. Cel. Xavier de Toledo / Teatro Municipal



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20 De novembro


"Exigimos, vinte de Novembro Feriado"

Essa frase do GOG sempre me marcou muito. Sempre lutei para o dia 20 de Novembro ser considerado feriado nacional. Só que alguns pretos entendem que é só mais um dia pra descer pra praia, ficar bebado e enfrentar transito. Quando é feriado prolongado então.
Só que no Brasil temos inumeros feriados. O dia 20 não é um feriado qualquer, ele é dedicado ao primeiro heroi nacional, Zumbi dos Palmares, e deve ser encarado como um dia de Protesto, Reflexão e Luta, não mais um dia de zoeira. Pois as coisas não melhoraram pra nós pretos agora e nem vai melhorar se no meio do caminho nós relaxar-mos na luta. A luta deve ser continua até a vitoria.

Alguns meios de comunicação estão fazendo matérias sobre as condições dos Negros no Brasil. Muitos falam das melhorias. Mas sera que melhorou mesmo ?? Ainda somos os excluidos, os perseguidos, os mau vistos, os tolerados. Sera que mudou pra melhor mesmo ou a coisa esta pior ?? Anos de luta pelo nossos direitos e que avanços tivemos ? Foi pouco ? Foi suficiente? Valeu a Pena ? O que queremos para o futuro ? O que deve ser corrigido nas nossas ações ?Essas são algumas das reflexões que deve ser feitas nesse dia tão importante para nós negros.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que foi o Balck Panthers



O Partido dos Panteras Negras (originalmente do Black Panther Party for Self Defense!) Foi uma organização Africano-Americanos criado para promover o Black Power, e pela auto extensão de direitos civis para os negros. Foi criado nos Estados Unidos a partir de meados da década de 1960 para o 1970. O Partido dos Panteras Negras alcançou fama nacional e internacional através do seu profundo envolvimento no movimento Black Power e na política E.U.A. da década de 1960 e 70. O movimento Black Power é considerado um dos mais importantes movimentos sociais, políticos e culturais na história dos Estados Unidos
Fundada em Oakland, Califórnia, por Bobby Seale e Huey P. Newton, 15 de outubro de 1966, para a proteção dos bairros Afro-americanos contra a brutalidade policial. Os Black Panthers Party tentaram opor-se a brutalidade da polícia através de patrulhas de bairro (uma abordagem já adotada por grupos como CopWatch). Os policiais eram frequentemente seguidas por homens armados ( na época a legislação dos Estados Unidos permitiam). Afro-americanos que foram vítimas da brutalidade policial e preconceito racial eram encaminhados a ajuda jurídica e incentivados a lutar pelos seus direitos. Ambos, os Panthers e policiais morreram em consequência de confrontos violentos. Em 1970, 34 Panthers haviam morrido como resultado de incursões policiais, tiroteios e conflitos internos. Várias organizações policiais afirmam que os Panteras Negras foram responsáveis pelas mortes de pelo menos 15 agentes da lei e os ferimentos de dezenas de outras.
Os seus objetivos e filosofia mudou radicalmente durante a existência do partido. Enquanto os líderes da organização apaixonadamente abraçado as doutrinas socialista e comunista, reputação negro do partido nacionalista atraiu uma adesão ideológica diversa. Em 1967, a organização marcharam sobre a California State Capitol em Sacramento em protesto contra a proibição seletiva em armas. O jornal oficial de The Black Panther foi também circulou pela primeira vez esse ano. Em 1968, o partido havia se expandido em muitas cidades por todo os Estados Unidos, incluindo Chicago, Los Angeles, San Diego, Denver, Newark, cidade de Nova York, Boston, Filadélfia, Pittsburgh, Seattle, Washington, DC e Baltimore. Naquele mesmo ano, a adesão chegou a 5.000 e seu jornal já contava com uma circulação de 250.000.
O grupo criou um programa de dez pontos, um documento que chamou de "Terra, pão, habitação, educação, vestuário, da Justiça e da Paz", bem como a isenção do serviço militar para Afro-Americanos, entre outras demandas. O programa de dez pontos: "O que nós queremos, What We Believe", o Partido dos Panteras Negras capturado em língua intransigente das queixas coletivas economicas e políticas articuladas por negros radicais e muitos liberais negros desde a década de 1930.
Embora fundamentadas em nacionalismo negro, o partido mudou à medida que crescia a proeminência nacional e se tornou um ícone da contracultura dos anos 1960. Os Panteras Negras, em última instância condenou o nacionalismo negro como "racismo negro". Eles se tornaram mais concentradas em socialismo, sem exclusividade racial. Eles instituíram uma variedade de comunidade de programas sociais destinados a aliviar a pobreza e melhorar a saúde entre as comunidades consideradas mais necessitadas de ajuda.
Objetivos políticos do grupo eram muitas vezes ofuscada por suas táticas de confronto, militante, e por vezes violentas, e as suas suspeitas de agentes da lei infiltrados dentro do partido. O diretor do FBI chamou o partido de "a maior ameaça à segurança interna do país” e ele supervisionou um extenso programa de contra-organização que a vigilância incluído e espionagem, infiltração, perseguição, policial, perjúrio e um rol de outras tácticas destinadas a incriminar membros do partido e drenar a organização dos recursos materiais e humanos. Através destas táticas, pensava-se que o seu potencial para o avanço, diminuiria a probabilidade de continuar a servir como uma ameaça à estrutura do poder geral de os EUA Depois que a filiação partidária começou a diminuir durante o julgamento de Huey Newton por homicídio de 1968, o Partido dos Panteras Negras entra em colapso no início dos anos 1970. Escritores como o ex-membro Ângela Davis e o escritor e ativista político Ward Churchill alegaram que os policiais foram os grandes responsaveis para desacreditar e destruir a organização, incluindo o assassinato.
De 1966 a 1972, quando o partido era o mais ativo, vários serviços contrataram significativamente mais Negros como agentes da polícia americana. Durante este período, muitos policiais negros começaram a formar suas próprias organizações de tornar-se mais protetor do cidadão African American e para aumentar a representação de negros nas forças policiais. No entanto, em muitos departamentos de polícia, oficiais negros norte-americanos, muitas vezes receberam promoções através de brutalidade contra outros Negros americanos. Em Chicago, em 1969, por exemplo, os Panteras Mark Clark e Fred Hampton foram mortos em uma operação policial (em que cinco dos oficiais presentes eram Negros) pelo sargento James Davis, um oficial negro. A incursão da Polícia de Chicago a casa do organizador Panther Fred Hampton foi em 4 de dezembro de 1969. O ataque foi orquestrado pela polícia em conjunto com o FBI. O FBI foi cúmplice em muitas das ações. As pessoas dentro da casa tinha sido drogada por um informante do FBI, William O'Neal, e estavam dormindo no momento do ataque. Hampton foi baleado e morto, como foi o guarda, Mark Clark. Os outros foram arrastados para a rua, espancados e, posteriormente, acusado de agressão. Estas acusações foram posteriormente abandonada. A Polícia de Chicago e do FBI nunca foi investigada ou acusada por seu papel no evento.

No Verão de 1968 nos Jogos Olímpicos, Tommie Smith e John Carlos, medalhistas de dois norte-americano, deu a saudação Black Power durante a execução do hino nacional americano. O Comitê Olímpico Internacional proibi-os de participar dos Jogos Olímpicos para o resto da vida. Algumas celebridades de Hollywood, como Jane Fonda, envolveu-se em seu programa de esquerda. Ela apoiou publicamente Huey Newton e os Panteras Negras na década de 1970. Os Panteras Negras atraiu uma grande variedade de ala esquerda revolucionários e ativistas políticos, incluindo o escritor Jean Genet, o ex-Ramparts editor Magazine David Horowitz e de esquerda, o advogado Charles R. Garry, que muitas vezes atuaram como seus advogados. Comitês de Sobrevivência e coligações foram organizados com vários grupos em todo os Estados Unidos. O chefe entre estes, em Chicago foi o primeiro Rainbow Coalition (Fred Hampton) formado por Fred Hampton e os Panteras Negras, que incluía Jovens Patriotas e jovens senhores.
Enquanto parte da organização já estava participando do governo local e de serviços sociais, um outro grupo esteve em constante conflito com a polícia. Para alguns dos apoiantes do Partido, a separação entre ação política, atividade criminal, serviços sociais, acesso ao poder e identidade e raízes, se tornou confusa e contraditória como impulso político dos Panteras "estava atolado no sistema de justiça criminal. Desentendimentos entre os líderes do partido sobre a forma de enfrentar estes desafios, levaram a uma importante cisão no partido. Alguns líderes Panthers, tais como Huey Newton e David Hilliard, favoreceram um foco em serviços comunitários juntamente com a auto-defesa, outros, como Eldridge Cleaver, adotou uma estratégia mais conflituosa. Eldridge Cleaver aprofundaram o cisma inevitável no partido, quando ele criticou publicamente o Partido para a adoção de um reformista "em vez de "agenda revolucionária” e apelou para a remoção de Hilliard. Cleaver foi expulso do Comité Central, mas passou a liderar um grupo dissidente, a Black Liberation Army, que já existia anteriormente como uma ala subterrânea paramilitares do Partido. O Partido finalmente desmoronou devido ao aumento das custas judiciais e disputas internas.

Existe até um filme que mostra como foi o partido dos Panteras Negras. Se tiver oportunidade, veja. É um filme obrigatório para quem quer saber mais sobre uma organização tão forte e inspiradora para o movimento negro mundial.Dirigido por Mario Van Peebles e lançado em 1995, quase 40 anos após a formação do grupo, o longa pouco faz se não lembrar o quão glorioso e válido foi o pedido de mudança e a real escala, sobretudo, da natureza de separação plantada numa sociedade vivendo em meio ao medo. É claro que um filme só se mostra insuficiente.Talvez fosse melhor uma mini-série,ou mesmo uma novela,para dar um panorama geral sobrê a história dos Black Panthers.
As imagens da época, na maneira como tratavam o partido aqui mostrado, ligavam aos mesmos os ares revolucionários retrógrados que hoje tentam fazer contra qualquer grupo aspirando ideologias socialistas. Como se vê, o filme trata de um tema ainda atual, mesmo que se já preciso alternar o grupo militante em questão – pois alguns, como os Panteras Negras, deixaram de existir na prática – e evidenciando a presença de uma renovação da classe poderosa, insistindo num discurso pragmático voltado ao “bem” estar social. Na ideologia dos partidários no poder, sobretudo nos Estados Unidos, a corrente democrática será capaz de trazer um possível equilíbrio a todos. Nada disso ainda saiu do campo das promessas para a realidade, e a critica negativa a partidos como os aqui retratados fazem presença na atual conjuntura da política americana, freqüentemente sendo ameaçados.