terça-feira, 13 de julho de 2010

Ministro chefe da SEPPIR explica acordo, mas é chamado de Ganga Zumba

Salve Guerreiras e Guerreiros!


No dia 08/07 a Educafro organizou um debate sobre a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial com o Ministro da SEPPIR Elói Ferreira de Araújo.
Luciano que escreve pra esse blog esteve presente nesse debate onde na minha opinião, foi uma forma meticulosa do Ministro Elói e do Frei David Raimundo dos Santos, para convencimento do Movimento Negro que o Estatuto é um Avanço.
Não contente com isso ele fez seus questionamentos e vejam no que deu a sua intervenção:



Brasília - O encontro promovido em S. Paulo na última quinta-feira (08/07) pela Educafro – a maior Rede de Cursinhos pré-vestibulares para negros do país -, sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo Senado, com o ministro chefe da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, teve momentos de tensão e ânimos exaltados.


O ministro chegou a ser chamado de “Ganga Zumba” por lideranças da juventude negra e de entidades que defendem o veto do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estatuto, por ter apoiado o acordo com o senador Demóstenes Torres, do DEM, que garantiu a aprovação do texto, considerado um retrocesso.

Ganga Zumba era o líder do Quilombo dos Palmares antes de um dos sobrinhos - Zumbi - assumir a liderança. Em 1.678, ele aceitou um tratado de paz oferecido pelo Governador Português de Pernambuco, que previa o deslocamento dos habitantes de Palmares para o Vale do Cucaú, uma espécie de rendição branca aos portugueses. O acordo foi desafiado por Zumbi que o sucedeu. Os que mudaram para o Vale foram reescravizados pelos portugueses e Zumbi continuaria a resistência até ser morto em 1.695.

O debate realizado na sede da Educafro, na Rua Riachuelo, centro de S. Paulo, foi proposto pelo diretor executivo da entidade, Frei David Raimundo dos Santos, para que Elói esclarecesse pontos considerados controversos do texto aprovado pelo Senado e que deverá ser sancionado no dia 20 deste mês pelo Presidente Lula, em cerimonia prevista para as 15h no Palácio do Planalto.

Elói preparou-se para a defesa dos 17 pontos que considera positivos no texto e chegou a distribuir por escrito a sua exposição aos presentes, o que não impediu que fosse questionado, inclusive na saída por entidades e lideranças descontentes. “Todos sabemos que não é o ideal, mas é o Estatuto possível e representa avanços”, disse aos presentes. Assessores disseram que a participação do ministro foi positiva.

A gaveta do Demóstenes

Frei David disse que o debate – que teve a presença de cerca de 200 lideranças e ativistas, a maioria alunos da Rede Educafro – foi positivo, porém, preferiu não entrar na polêmica entre os que defendem o veto ao texto aprovado e os que consideram que há avanços a serem ressaltados.

“As exposições do ministro da SEPPIR e dos demais oradores foram fortes e desafiantes e bastante convincentes e abriram reflexões que apontam para melhorarmos nossa militância, usando as ferramentas que o Estatuto acaba de colocar em nossas mãos. Para muitos de nós a ideologia e o partido político ao qual pertencemos são mais importantes do que somar nos passos possíveis, unitários e menos perfeito, para o avanço do povo negro. É melhor o menos perfeito em nossas mãos como ferramenta do que o perfeito na gaveta do Senador Demóstenes Torres e demais representantes do colonialismo anti-negro”, afirma o Frei em artigo para a Afropress, assumindo a posição de que o texto aprovado representa algum avanço.

Basismo

O promotor de Justiça, Eduardo Dias de Souza Ferreira, professor de Direitos Humanos da PUC/SP, considerou que o fundamental é que com a aprovação do Estatuto agora se tem um marco legal. “Não podemos nos perder em divisões estéreis num infindável “basismo” sem reconhecer os avanços. Isso não impede um outro projeto com temas que foram retirados e novos que surgirem”, afirmou.

Segundo Ferreira, o Estatuto é “resultado dos embates políticos e retrato do atual estágio brasileiro de discussão sobre o tema, pois o Congresso Nacional representa um Poder em cujas casas (Câmara e Senado) se exercem a tolerância das várias visões de mundo e natureza humana, e, seu produto principal – a Lei – é a resultante dessa tensão tratada pela habilidade dos parlamentares”.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Baile de gala


Momento DJ (ou seria VJ ?)

Resolvi postar esses video-clipes de Rap nacional para divulgar e como forma de incentivo para as novas Bandas.
1º um do Rapper Slim


Na sequência Kamau


Renegado


Rhossi


E.M.I.C.I.D.A.


Pentagono


Xis


Vamos incentivar o Rap Nacional.

Baixem as musicas do EIP no site www.palcomp3.com.br/eip

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Abdias: Se pudessem, colocavam o negro de novo na escravidão

Defensor fervoroso do sistema de cotas raciais em universidades públicas, o ex-senador e deputado federal, Abdias do Nascimento, 96 anos, um dos líderes negros de maior expressão no país, considerou "uma coisa lamentável" as alterações no texto original do projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado nesta quarta-feira (16), no Senado.


Um dos pontos mais criticados foi, justamente, a retirada do trecho que falava sobre a regulamentação da reserva de vagas para a população negra na educação. O estatuto, que tramitou no Congresso durante sete anos, entra em vigor após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

-As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Confira a entrevista

Terra Magazine - O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das mudanças?

Abdias do Nascimento - Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros. São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.

Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.

É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se repete.

O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o termo "raça" por "etnia", alegando que não existe outra raça além da humana.

Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma vez, o gérmen... A alma do Brasil que manda é essa. É contra os africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam, outra vez, a escravidão.

O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e brancos no país?

É isso aí: uma mentira cívica. Uma "bela" mentira cívica. E ainda existe um hiato entre negros e brancos. Há dois "Brasis": um dos brancos e outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.

O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O senhor concorda?

Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos negros terem uma integração perfeita.

Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?

As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Estudo revela que a diferença no desempenho entre os cotistas e os não beneficiados pelo sistema é menor do que a verificada entre mulheres e homens




Uma pesquisa que analisou o sistema de cotas antes e depois de ser implantando, no segundo semestre de 2004 na Universidade de Brasília, mostrou que comparado a outras políticas de acesso do negro ao ensino superior — que levam em consideração a renda familiar ou o histórico escolar — é o mais eficiente para promover a diversificação de raças dentro da universidade. O acesso à universidade representou também um incentivo à identidade racial, fazendo com que os candidatos e alunos assumam a identidade étnica com mais naturalidade. O estudo revelou ainda que, em relação ao desempenho escolar, a diferença nas notas dos cotistas e não cotistas é menor do que a verificada entre mulheres e homens.



Igualdade

O professor do Instituto de Artes e coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UnB Nelson Inocêncio afirma que o resultado preliminar da pesquisa mostra que a política de implantar as cota está correta. “O discurso de uma possível queda de qualidade do desempenho dos alunos caiu por terra”, diz. Para o professor, quem criticou as cotas raciais fizeram uma presunção negativa que não se confirmou. “É preciso investir mais nas políticas de diversidade. Não adianta afirmar, de maneira enganosa, que as oportunidades são as mesmas.”
 
O Movimento negro vem brigando através de décadas pelo direito a cotas e outros. Se o texto for aprovado do jeito que esta, teremos um retrocesso imenso na luta pelos direitos negros.
 
As eleições estão proximas, não se engane na hora do voto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mano Brown + Jorge Ben = Copa do Mundo


Pra fazer a trilha sonora da Copa do Mundo, Mano Brown do Racionais Mc's e Jorge Ben Jor pra baixar e ouvir. Baixe aqui o Som.

Aqui o taser da gravação pra vcs ficarem empolgados.


Teaser do clipe e documentário sobre a regravação de "Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)", realizada em março de 2010 no estúdio YB, em São Paulo. Versão por Jorge Ben Jor e Mano Brown. Música produzida por Daniel Ganjaman, Zegon e co-produção Gabriel Ben Menezes. Vocais de apoio por Negresko Sis (Anelis Assumpção, Céu e Thalma de Freitas). Instrumental por Duani Martins, Gustavo Da Lua e Pupillo. Realização Nike Sportswear.

E Baixe as Musicas do Eip no Site www.palcomp3.com.br/eip


terça-feira, 8 de junho de 2010

Max B.O. entrevistado


Fuçando pela Net, achei essa entrevista com o Max B.O. para a folha Universitaria da Uniban.
É bem interessante e em arquivo PDF vale a pena conferir.
Clique aqui pra baixar.

Segue um videozinho só pra ilustrar o talento do rapaz.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

MV Bill - Série de filmes

Achei essa série de filmes da empresa Nextel com o MV Bill. Achei bem interessante porque ele fala coisas interessantes sobre a infancia e como foi o processo de iniciação no Movimento Hip-Hop.


















E pra quem não conhece o trabalho do MV Bill, ta aqui o link de um post anterior que fala do seu CD com link pra baixar seu ultimo album. O melhor do Rap nacional esta presentes no seu discurso e na sua musica. E aqui uma entrevista q ele deu no site do Terra falando como foi ir para o Haíti.

E pra quem quiser connhecer as musicas do EIP, acesse: www.palcomp3.com.br/eip

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Revisitando classicos


O Rappa fez uma re-leitura da musica Súplica Cearense. Eu que não sabia que era uma re-leitura achei a musica muito louca e vi muita criatividade na composição. Até então eu não sabia que a musica era antiga, essa musica a original é de Gordurinha e Nelinho, procure escutar a original. Muito bem feita e já foi re-gravada varias vezes, Fagner, Casuarina, Jorge Aragão, Zé Ramalho e até os calouros do Raú Gil em versão sertaneja já gravaram essa musica. E eu me pergunto: Onde eu estava que nunca ouvi essa musica?

Aqui eu separei as três principais versões que me fizeram conhecer melhor a musica.

Aqui a versão de Luiz Gonzaga



Aqui a versão original de Gordurinha




A versão do Rappa


Acesse e baixe as musicas do EIP www.palcomp3.com.br/eip

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Akon - curiosidades sobre Beautiful



Ôh cara esperto esse Akon, em cada país que ele passa ele grava uma versão da musica Beautiful.


No México com a cantora Dulce Maria:



No Brasil com a cantora Negra Li:



Nos Estados Unidos ele gravou com 2 Homens (?)



Reparem que é o mesmo clipe, só muda a(o) artista que canta com ele. Quero ver quando ele for pro Japão ou pra Alemanha como vai ficar a versão da musica.

Não esqueçam de baixar as nossas musicas no site: www.palcomp3.com.br/eip

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Simonal



Continuando a saga contando a vida de grandes personalidades negras, como Fella Kutti e Michael Jordan, nesse post vamos falar de Wilson Simonal um dos maiores artistas da s décadas de 60 e 70. Competia diretamente com o Roberto Carlos para o posto de Rei da MPB.

Filho de uma empregada doméstica, Simonal era cabo do Exército quando começou a cantar, nos bailes do 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (8º GACOSM), então sediado no Leblon. Seu repertório se constituía basicamente de calipsos e canções em inglês,

Em 1961, foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, integrando também o conjunto Os Guaranis. Apresentou-se no programa Os brotos comandam, apresentado por Carlos Imperial, um dos grandes responsáveis por seu início de carreira. Cantou nas casas noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova.

Em 1964, viajou pela América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas.

De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV Show em Si ...monal, pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Revelou-se um showman, fazendo grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro e Sá Marina Carlos Imperial, num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, e que foi chamado de pilantragem (uma mistura de samba e soul), movimento também idealizado e capitaneado por Carlos Imperial.

Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto e Jairzinho e do maestro Erlon Chaves.

Nessa época, Simonal era um dos artistas mais populares e bem pagos do Brasil, bastante assediado pela imprensa e pelos fãs. Vivia o auge de sua carreira. Foi o primeiro negro a apresentar sozinho um programa de televisão no país - o “Show em Si...Monal”, dirigido por Carlos Imperial - no qual era acompanhado por César Camargo Mariano, Sabá e Toninho, que formavam o Som 3.

No início da década de 1970, Simonal teria sido vítima de um desfalque e demitiu seu contador, Raphael Viviani, o suposto culpado. Este moveu uma ação trabalhista contra o cantor. Em agosto de 1971, Simonal recrutou dois amigos (um deles seu segurança) militares para dar "uma lição" no contador. O contador foi torturado, inclusive com choques elétricos, e teve sua família ameaçada de morte. Afinal, acabou assinando a confissão de culpa no desfalque.
O que Simonal não contava era que a mulher do contador havia dado queixa à polícia pelo sequestro do marido. E quando este voltou para casa, a mulher o convenceu a entrar com outro processo contra Simonal.

Processado sob acusação de extorsão mediante sequestro do contador, Simonal levou como testemunha aquele mesmo policial do Departamento de Ordem Política e Social do então Estado da Guanabara, Mário Borges, que o apontou em julgamento como informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do I Exército (atual Comando Militar do Leste), afirmou que o réu colaborava com a unidade.

Simonal foi julgado culpado pelo sequestro e, em 1972, quando estava prestes a lançar o seu "disco de retomada", condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses, que cumpriu em liberdade. Nos autos, Simonal era referido como colaborador das Forças Armadas e informante do Dops. Em 1976, em acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também é referida a sua condição de colaborador do Dops.

"Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, ele não tinha competência para julgar atos que poderiam ser de segurança nacional, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses pra ele(...). Se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado," escreve o comediante Claudio Manoel, produtor e diretor do documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei".

O compositor Paulo Vanzolini, no entanto, afirma, em entrevista ao Caderno 2 do Estadão, que Simonal era, de fato, "dedo duro" do regime militar e complementa: Essa recuperação que estão fazendo do Simonal é falsa. Ele era dedo-duro mesmo. Ele "se gabava de ser dedo-duro da ditadura". E segue dizendo que "na frente de muitos amigos ele dizia' eu entreguei muita gente boa'", conclui. [4] No entanto, jamais houve registro de alguém que declarasse ter sido delatado por Simonal. Nem mesmo a Rede Globo, a qual Simonal jurvaa que havia um documento proibindo sua entrada nos programas da emissora, registra que haja documentos vetando o cantor.

Raphael Viviani, em depoimento para o filme, relata que Simonal estaria no Dops e teria assistido à sua tortura e não teria tido dó.
O humoristta Chico Anysio e o jornalista Nelson Motta, dentre outras personalidades, afirmam que até a presente data não apareceu uma vítima sequer das ditas delações de Simonal. O jornal O Pasquim, frente de luta contra a ditadura militar, através de pessoas como Ziraldo e Jaguar, ocupou-se de propagar as acusações que destruíram a carreira de Simonal. "Perguntado por que não havia sido checada a veracidade das informações", Ziraldo disse que não havia motivos para duvidar das fontes.
Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980.



"Ele dizia para mim: 'Eu não existo na história da música brasileira'", conta sua segunda mulher, Sandra Cerqueira. Tornou-se deprimido e alcoólatra, vindo a morrer de complicações decorrentes do alcoolismo.

Em 2002, a pedido da família, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração do cantor com os órgãos de informação do regime militar. A comissão analisou documentos da época, manteve contato com pessoas do meio artístico, como o comediante Chico Anysio e os cantores Ronnie Von e Jair Rodrigues, e analisou reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde, por exemplo, Gilberto Gil e Caetano Veloso declararam não ter tido problemas de convivência com Simonal.


Além de depoimentos de artistas e de material enviado por familiares e amigos, constou do processo um documento de janeiro de 1999, assinado pelo então secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, no qual atestava que, após pesquisa realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Informações do Exército (CIEx), não foram encontrados registros de que Simonal tivesse sido colaborador, servidor ou prestador de serviços daquelas organizações.

Em 2003, concluído o processo, Wilson Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em julgamento simbólico.

Desmascarados em público, e sem nunca terem provado as acusações que faziam, os detratores de Simonal ainda tentaram, dez anos após sua morte, condená-lo novamente, apresentando um documento que nunca aparecera antes, e que demonstraria as ligações íntimas de Simonal com o regime militar, mas depois provou-se que tal documento nada mais era do que uma tentativa de Simonal para escapar de um provável processo por agressão a seu contador, invocando, para isto, ajuda oficial da polícia para provar sua inocência.

Segundo Ricardo Alexandre, autor do livro "Nem vem que não tem - a vida e o veneno de Wilson Simonal", há motivos para os detratores de Simonal pensarem que ele era um boneco nas mãos da direita, pois cantou músicas como "Brasil, eu fico". Não há notícias, contudo, de uma pessoa concreta que tenha sido delatada por Simonal. Afirma o mesmo Ricardo Alexandre que está coberto de razão quem compreende que foi crucificado pela esquerda numa campanha de difamação, pois foi vítima de uma "mídia inclemente atrás das manchetes".



Que balanço, que ginga. todas as músicas do seu repertório são incríveis........


domingo, 16 de maio de 2010

Simonal - Ninguem sabe o duro que dei

Tava procurando saber mais sobre Wilson Simona e achei esse documentario dele. Muito bom e conta muito da vida dele. Recomendo.
O filme acompanha a carreira e a vida do cantor Wilson Simonal. No final dos anos 50, Simonal era um dos mais quentes do cenário musical brasileiro. Negro e de origem pobre, conquistou o público na época não somente por sua bela voz, mas principalmente carisma e talento para lidar com o público. Com o golpe militar de 1964, Simonal tornou-se vítima da má sorte, aliada a erros em sua vida pessoal, com um toque de interesses cruzados. Por isso, experimentou um período de ostracismo na carreira artística, retomada de uma forma decadente por volta de 2000, pouco tempo antes de sua morte e muitos após o auge de sua carreira.



Título Original: Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Dei

País de Origem: Brasil

Gênero: Documentário

Tempo de Duração: 84 minutos

Tamanho: 827MB

Ano de Lançamento: 2009

Download do Filme