sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Encontro Regional da Nação Hip-Hop Brasil


Acontece nesse Sábado dia 17 de Janeiro em Francisco Morato o Encontro Regional de Hip-Hop. Muito debate, pista de Skate, Discotecagem, B.boys e B.Girls, Graffit e Apresentação do Grupo Inquérito e outros grupos da Região.

O encontro vai começar as 9 horas da manhã com credenciamento, rodas de Debate e vai se alongar durante todo o dia. Alimentação garantida para o pessoal que participar das atividades e se credenciar no inicio do evento.

O evento será realizado no Teatro Laura Bressane em Francisco Morato. Próximo a estação de trem.

Apoio Vereador Anderson do Hip-Hop.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Som bom de se ouvir: Chali 2Na


Uma das vozes mais distintas do hip-hop está com seu álbum solo estreando nas pistas. O barítono do Jurassic 5, Chali 2Na, acabou de lançar Fish Outta Water, com diversas participações e um estilo bem diferente daquele de seu grupo. Os breaks funkeados a la old school ficaram pra trás, e agora o MC rima sobre beats eletrônicos e modernos com produções de nomes como Jake One, Scott Storch, Emile, e outros. O disco também conta com convidados nos microfones. O rapper demonstra seu apego ao reggae com a participação de Beenie Man em “International” e em “Guns Up”, para a qual convidou os irmãos Damian e Stephen Marley para um dub-hop falando sobre a brutalidade policial. Faz ainda homenagens à cultura hip-hop em músicas como “Graff Time”, sua declaração de amor ao graffiti, e na excelente “When Will I See You Again”, mostrando saudade dos velhos tempos do rap, e participação de Elzhi, integrante do Slum Village. Tuna ainda relançou duas músicas antigas: a parceria com Anthony Hamilton, “Don’t Stop”, e a já clássica “Comin’ Thru”, produzida por seu companheiro de J5 DJ Nu-Mark, com samples da brasileira “Kabaluêre”, de Antonio Carlos & Jocafi. Fish Outta Water é bem diferente do que os fãs esperavam, mas Chali 2Na conseguiu manter a qualidade e o estilo próprio em todas as músicas.


Escute algumas musicas dele aqui

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fotos do III Encontro Paulista de Hip-Hop

Muito bem organizado esse 3º encontro foi realizado no Memorial da América Latina - São Paulo. Destaque para as apresentações de Max BO e E.M.I.C.I.D.A.

Teve também:

- Exposições de Carros,1128_150644

1128_150700

1128_150633

- Oficina de DJ,

- Palestras e debates,

1128_191533

- Futebol de rua

1128_170036

1128_154651

E shows de Max B.O., E.M.I.C.I.D.A. e Rota de Colisão.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Pop-Hip-Hop ??????

23beyonce

Eu estava pesquisando Hip-hop na Winkipédia e surgiu uma coisa no minimo curiosa.

Eles separam o Rap por estilos bem inusitados:

•Pop rap

• Gangsta rap

• R&B

• Rapcore

• Hip-hop

• Hip hop alternativo

Agora temos um Pop Rap ?? O que é um Hip-hop alternativo ???  Um outro estilo de musica?? Afinal, não é tudo Hip-hop?? Por que insistem em separar o Movimento Hip-Hop ?? Será pela nossa força ?? Será pela nossa união ???  Tentam a todo custo se aproveitar da nossa legitimidade para acabar com um movimento legitimo de reinvindicação social e mudança no comportamento. Banalizar e tentar reverter para o comércio ja é uma realidade da midia. Mas só acontecera coisas assim se nós permitimos.

O que nos leva a outra questão. Estamos tão fortes assim?? O hip-hop brasileiro aguenta essa pressão sem se vender?? Sera que a atitude certa para o Hip-Hop é ganhar dinheiro e parar de só falar de problemas ??

Um post mais de reflexão do que respostas…

sábado, 28 de novembro de 2009

III Encontro Paulista de Hip-Hop

O III Encontro Paulista de Hip-Hop acontece no dia 28 de novembro de 2009, no
Memorial da América Latina – SP, no horário das 11h às 21h. O evento integra as
ações referentes ao Mês da Consciência Negra promovidas pela Secretaria de Estado
da Cultura de São Paulo. A organização está a cargo da Assessoria para o Hip-Hop,
como mais uma maneira de reafirmar o compromisso de implementar políticas
públicas voltadas, em especial, ao segmento negro e às juventudes. São articuladores
da proposta o Assessor Especial de Projetos para Hip-Hop, Márcio Santos da
Silva, Tchuck, e a Curadora Ana Lúcia Silva Souza, socióloga e educadora.
Com o tema Hip-Hop uma Cultura pela Vida, o Encontro foi pensado como espaço
de intercâmbio e mobilização, reunindo indivíduos e coletivos que dedicam suas
artes e pensamentos para existir, resistir e reexistir no cotidiano.
Em todos os cantos o Hip-Hop, sempre em transformação, é poesia, é grati, é
música, é dança que chama pra junto de si, num fazer político ruidoso, reexões e
ações em torno de questões sobre relações raciais e de gênero, violências, sobrevivências,
sexualidade, mídias, direitos. É assim que diz sim a vida
Sem sair das ruas de onde surgiu a cultura Hip-Hop desaa e se desaa e, com mais
ou menos riscos, faz, refaz e desfaz alianças, risca e rabisca diversos traçados. Densos,
tensos. Toma posses de outros espaços: na moda, no cinema, na internet, na
televisão, nas rádios, no mercado editorial, no esporte, na fotograa, na escola.
O III Encontro Paulista de Hip-Hop também diz sim a vida e convida você para o
movimento, de todo o dia, em meio a conversas, ocinas, exposições, apresentações,
contações de histórias e outras atividades que instigam práticas de escutar, de ler,
escrever, comunicar, conhecer, conectar, acontecer, subverter.

Endereço:
Memorial da América Latina - São Paulo
Av. Auro Soraes de Moura Andrade, 664
ao lado da estação de metro Barra Funda
Informações: (11) 2627 8000
www.cultura.sp.gov.br
Totalmente FREE

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Marcha do dia 20 de Novembro


NA SEXTA-FEIRA OCORRE EM SÃO PAULO A VI MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

É NECESSÁRIO QUE TODOS ESTEJAM LÁ.

CONCENTRAÇÃO NA IGREJA DO ROSÁRIO, NO PAISSANDU.

DEPOIS AINDA ROLA UM SHOW NA PRAÇA DA SÉ.

DIA 20 É DIA DE MOBILIZAÇÃO.

PROGRAMAÇÃO PREVISTA



Ø CONCENTRAÇÃO

§ A PARTIR DAS 10:00 HORAS.



Ø ATIVIDADE CULTURAL:

§ DAS 10:00 AS 11:30 HORAS.



Ø ATO INTERELIGIOSO:

§ DAS 11:30 AS 12:00 HORAS.



Ø ATO POLITICO:

§ DAS 12:00 AS 13:00 HORAS



Ø CAMINHADA:

§ DAS 13:00 AS 14:30 HORAS

§ PERCURSO: Av. São João / Av. Ipiranga / Av. São Luiz / R. Cel. Xavier de Toledo / Teatro Municipal



Ø ATIVIDADE POLITICA / CULTURAL:

§ DAS 14:30 AS 17:00 HORAS

20 De novembro


"Exigimos, vinte de Novembro Feriado"

Essa frase do GOG sempre me marcou muito. Sempre lutei para o dia 20 de Novembro ser considerado feriado nacional. Só que alguns pretos entendem que é só mais um dia pra descer pra praia, ficar bebado e enfrentar transito. Quando é feriado prolongado então.
Só que no Brasil temos inumeros feriados. O dia 20 não é um feriado qualquer, ele é dedicado ao primeiro heroi nacional, Zumbi dos Palmares, e deve ser encarado como um dia de Protesto, Reflexão e Luta, não mais um dia de zoeira. Pois as coisas não melhoraram pra nós pretos agora e nem vai melhorar se no meio do caminho nós relaxar-mos na luta. A luta deve ser continua até a vitoria.

Alguns meios de comunicação estão fazendo matérias sobre as condições dos Negros no Brasil. Muitos falam das melhorias. Mas sera que melhorou mesmo ?? Ainda somos os excluidos, os perseguidos, os mau vistos, os tolerados. Sera que mudou pra melhor mesmo ou a coisa esta pior ?? Anos de luta pelo nossos direitos e que avanços tivemos ? Foi pouco ? Foi suficiente? Valeu a Pena ? O que queremos para o futuro ? O que deve ser corrigido nas nossas ações ?Essas são algumas das reflexões que deve ser feitas nesse dia tão importante para nós negros.

sábado, 31 de outubro de 2009

Besouro o Filme


A muito tempo que eu me pergunto porque nunca fizeram um filme de Capoeira no Brasil. Os Estados Unidos que nunca tiveram uma arte marcial, com exeção do Boxe, fizeram variaos filmes. E o Brasil que tem uma legitima arte marcial nunca fez (até os americanos ja tinham feito filmes sobre capoeira e sobre o jiu jitso Brasileiro).

Mas agora a espera acabou. Saiu nos cinemas o filme Besouro, uma produção brasileira. O diretor de lutas é o mesmo de Kill Bill e o Tigre e o Dragão entre outros filmes. Fui assistir nesse sabado e fiquei chocado com a perfeição das lutas apresentadas. O roteiro ficou um pouco fraco dando a impressão de ser superficial e só uma desculpa pra mostrar a luta, o ator principal dá a impressão de não aparecer muito. O que é muito estranho, pois todos no filme falam em Besouro e o tal do Besouro não aparece muito.
É interessante as falas sobre escravidão e luta dos negros por uma liberdade de verdade e não a falsa que lhes foram imposta. Situando a capoeira como legitima figura da resistência Negra brasileira

O filme todo foi filmado em uma fazendo e uma pequena vila, dando a impressão do filme ter apenas uns 3 cenarios. Mas por ser a primeira experiencia do cinema brasileiro em cine-fantasia-luta nos podemos dar um voto de crédito. Não espere ele concorrendo a Oscar de melhor filme estrangeiro por que isso não vai acontecer. No mais, o filme consegue divertir. É um cine-pipoca, leve e que não quer exigir muito do publico, só mostrar umas paisagens belissimas e incentivar o cine fantasia no Brasil.
Esta aí uma dica pro fim de semana.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cadê o Hip-Hop Nacional ???

Ta imbassado manos. O Hip-hop nacional esta quase sem nenhum respaldo na quebrada. Os caras só escutam Funk do RJ ou Forró. Cadê o Rap nacional que como dizia o GOG era um dos mais ouvidos na periferia? O pessoal novo não esta curtindo mais o Rap, não estão mais interessado em Graffitar e os Breakers estão perdendo espaço para os dançarinos de Street Dance. Street dance é um termo genérico que criaram agora para prestigiar os caras brancos de escola paga de dança.
Quantos caras bons eu conheci nas correrias no mundão que falavam e que já estavam pra gravar umas faixas e eu nunca mais voltei a ouvir enquanto outros grupos q só falam merda, estão aí todo ano lançando CD novo. Fazia uns dois anos que eu não ouvia Rap na radio 105 esses dias fui ouvir e tava tocando as mesmas musicas de anos atrás. Grupos de Rap prestigiados agora estão também indo pra onda da modinha.
Grupos estão se acabando e partindo pra carreira solo em busca de dinheiro. Alguns fazendo parcerias com grupos de Pagode e sertanejo outros que nunca foram do movimento Rap aparece agora pagando de pai do Rap. Quanta ironia, antes ninguém queria saber do Hip-Hop agora todos querem tirar uma casquinha. E o Grafite que antes era sinal de protesto agora esta em galerias de arte e não mais nas ruas.
Nosso movimento esta perdendo as raízes esta se tornando uma cultura urbana como qualquer outro. Não mais esta focada no ideal de passar informação, protestar e tentar levantar uma bandeira de ideologias. Esta mais interessado em dinheiro e em um status que esta acostumado a ver pela tela da MTV.
Vamos socorrer o Hip-hop enquanto da tempo, por que depois do leite derramado não adianta chorar.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que foi o Balck Panthers



O Partido dos Panteras Negras (originalmente do Black Panther Party for Self Defense!) Foi uma organização Africano-Americanos criado para promover o Black Power, e pela auto extensão de direitos civis para os negros. Foi criado nos Estados Unidos a partir de meados da década de 1960 para o 1970. O Partido dos Panteras Negras alcançou fama nacional e internacional através do seu profundo envolvimento no movimento Black Power e na política E.U.A. da década de 1960 e 70. O movimento Black Power é considerado um dos mais importantes movimentos sociais, políticos e culturais na história dos Estados Unidos
Fundada em Oakland, Califórnia, por Bobby Seale e Huey P. Newton, 15 de outubro de 1966, para a proteção dos bairros Afro-americanos contra a brutalidade policial. Os Black Panthers Party tentaram opor-se a brutalidade da polícia através de patrulhas de bairro (uma abordagem já adotada por grupos como CopWatch). Os policiais eram frequentemente seguidas por homens armados ( na época a legislação dos Estados Unidos permitiam). Afro-americanos que foram vítimas da brutalidade policial e preconceito racial eram encaminhados a ajuda jurídica e incentivados a lutar pelos seus direitos. Ambos, os Panthers e policiais morreram em consequência de confrontos violentos. Em 1970, 34 Panthers haviam morrido como resultado de incursões policiais, tiroteios e conflitos internos. Várias organizações policiais afirmam que os Panteras Negras foram responsáveis pelas mortes de pelo menos 15 agentes da lei e os ferimentos de dezenas de outras.
Os seus objetivos e filosofia mudou radicalmente durante a existência do partido. Enquanto os líderes da organização apaixonadamente abraçado as doutrinas socialista e comunista, reputação negro do partido nacionalista atraiu uma adesão ideológica diversa. Em 1967, a organização marcharam sobre a California State Capitol em Sacramento em protesto contra a proibição seletiva em armas. O jornal oficial de The Black Panther foi também circulou pela primeira vez esse ano. Em 1968, o partido havia se expandido em muitas cidades por todo os Estados Unidos, incluindo Chicago, Los Angeles, San Diego, Denver, Newark, cidade de Nova York, Boston, Filadélfia, Pittsburgh, Seattle, Washington, DC e Baltimore. Naquele mesmo ano, a adesão chegou a 5.000 e seu jornal já contava com uma circulação de 250.000.
O grupo criou um programa de dez pontos, um documento que chamou de "Terra, pão, habitação, educação, vestuário, da Justiça e da Paz", bem como a isenção do serviço militar para Afro-Americanos, entre outras demandas. O programa de dez pontos: "O que nós queremos, What We Believe", o Partido dos Panteras Negras capturado em língua intransigente das queixas coletivas economicas e políticas articuladas por negros radicais e muitos liberais negros desde a década de 1930.
Embora fundamentadas em nacionalismo negro, o partido mudou à medida que crescia a proeminência nacional e se tornou um ícone da contracultura dos anos 1960. Os Panteras Negras, em última instância condenou o nacionalismo negro como "racismo negro". Eles se tornaram mais concentradas em socialismo, sem exclusividade racial. Eles instituíram uma variedade de comunidade de programas sociais destinados a aliviar a pobreza e melhorar a saúde entre as comunidades consideradas mais necessitadas de ajuda.
Objetivos políticos do grupo eram muitas vezes ofuscada por suas táticas de confronto, militante, e por vezes violentas, e as suas suspeitas de agentes da lei infiltrados dentro do partido. O diretor do FBI chamou o partido de "a maior ameaça à segurança interna do país” e ele supervisionou um extenso programa de contra-organização que a vigilância incluído e espionagem, infiltração, perseguição, policial, perjúrio e um rol de outras tácticas destinadas a incriminar membros do partido e drenar a organização dos recursos materiais e humanos. Através destas táticas, pensava-se que o seu potencial para o avanço, diminuiria a probabilidade de continuar a servir como uma ameaça à estrutura do poder geral de os EUA Depois que a filiação partidária começou a diminuir durante o julgamento de Huey Newton por homicídio de 1968, o Partido dos Panteras Negras entra em colapso no início dos anos 1970. Escritores como o ex-membro Ângela Davis e o escritor e ativista político Ward Churchill alegaram que os policiais foram os grandes responsaveis para desacreditar e destruir a organização, incluindo o assassinato.
De 1966 a 1972, quando o partido era o mais ativo, vários serviços contrataram significativamente mais Negros como agentes da polícia americana. Durante este período, muitos policiais negros começaram a formar suas próprias organizações de tornar-se mais protetor do cidadão African American e para aumentar a representação de negros nas forças policiais. No entanto, em muitos departamentos de polícia, oficiais negros norte-americanos, muitas vezes receberam promoções através de brutalidade contra outros Negros americanos. Em Chicago, em 1969, por exemplo, os Panteras Mark Clark e Fred Hampton foram mortos em uma operação policial (em que cinco dos oficiais presentes eram Negros) pelo sargento James Davis, um oficial negro. A incursão da Polícia de Chicago a casa do organizador Panther Fred Hampton foi em 4 de dezembro de 1969. O ataque foi orquestrado pela polícia em conjunto com o FBI. O FBI foi cúmplice em muitas das ações. As pessoas dentro da casa tinha sido drogada por um informante do FBI, William O'Neal, e estavam dormindo no momento do ataque. Hampton foi baleado e morto, como foi o guarda, Mark Clark. Os outros foram arrastados para a rua, espancados e, posteriormente, acusado de agressão. Estas acusações foram posteriormente abandonada. A Polícia de Chicago e do FBI nunca foi investigada ou acusada por seu papel no evento.

No Verão de 1968 nos Jogos Olímpicos, Tommie Smith e John Carlos, medalhistas de dois norte-americano, deu a saudação Black Power durante a execução do hino nacional americano. O Comitê Olímpico Internacional proibi-os de participar dos Jogos Olímpicos para o resto da vida. Algumas celebridades de Hollywood, como Jane Fonda, envolveu-se em seu programa de esquerda. Ela apoiou publicamente Huey Newton e os Panteras Negras na década de 1970. Os Panteras Negras atraiu uma grande variedade de ala esquerda revolucionários e ativistas políticos, incluindo o escritor Jean Genet, o ex-Ramparts editor Magazine David Horowitz e de esquerda, o advogado Charles R. Garry, que muitas vezes atuaram como seus advogados. Comitês de Sobrevivência e coligações foram organizados com vários grupos em todo os Estados Unidos. O chefe entre estes, em Chicago foi o primeiro Rainbow Coalition (Fred Hampton) formado por Fred Hampton e os Panteras Negras, que incluía Jovens Patriotas e jovens senhores.
Enquanto parte da organização já estava participando do governo local e de serviços sociais, um outro grupo esteve em constante conflito com a polícia. Para alguns dos apoiantes do Partido, a separação entre ação política, atividade criminal, serviços sociais, acesso ao poder e identidade e raízes, se tornou confusa e contraditória como impulso político dos Panteras "estava atolado no sistema de justiça criminal. Desentendimentos entre os líderes do partido sobre a forma de enfrentar estes desafios, levaram a uma importante cisão no partido. Alguns líderes Panthers, tais como Huey Newton e David Hilliard, favoreceram um foco em serviços comunitários juntamente com a auto-defesa, outros, como Eldridge Cleaver, adotou uma estratégia mais conflituosa. Eldridge Cleaver aprofundaram o cisma inevitável no partido, quando ele criticou publicamente o Partido para a adoção de um reformista "em vez de "agenda revolucionária” e apelou para a remoção de Hilliard. Cleaver foi expulso do Comité Central, mas passou a liderar um grupo dissidente, a Black Liberation Army, que já existia anteriormente como uma ala subterrânea paramilitares do Partido. O Partido finalmente desmoronou devido ao aumento das custas judiciais e disputas internas.

Existe até um filme que mostra como foi o partido dos Panteras Negras. Se tiver oportunidade, veja. É um filme obrigatório para quem quer saber mais sobre uma organização tão forte e inspiradora para o movimento negro mundial.Dirigido por Mario Van Peebles e lançado em 1995, quase 40 anos após a formação do grupo, o longa pouco faz se não lembrar o quão glorioso e válido foi o pedido de mudança e a real escala, sobretudo, da natureza de separação plantada numa sociedade vivendo em meio ao medo. É claro que um filme só se mostra insuficiente.Talvez fosse melhor uma mini-série,ou mesmo uma novela,para dar um panorama geral sobrê a história dos Black Panthers.
As imagens da época, na maneira como tratavam o partido aqui mostrado, ligavam aos mesmos os ares revolucionários retrógrados que hoje tentam fazer contra qualquer grupo aspirando ideologias socialistas. Como se vê, o filme trata de um tema ainda atual, mesmo que se já preciso alternar o grupo militante em questão – pois alguns, como os Panteras Negras, deixaram de existir na prática – e evidenciando a presença de uma renovação da classe poderosa, insistindo num discurso pragmático voltado ao “bem” estar social. Na ideologia dos partidários no poder, sobretudo nos Estados Unidos, a corrente democrática será capaz de trazer um possível equilíbrio a todos. Nada disso ainda saiu do campo das promessas para a realidade, e a critica negativa a partidos como os aqui retratados fazem presença na atual conjuntura da política americana, freqüentemente sendo ameaçados.